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Santuário de Irmã Dulce dos Pobres: Doçura do anjo bom da Bahia

Reprodução / www.irmadulce.org.br
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No memorial sagrado, devotos de Irmã Dulce acorrem em busca de alívio para as dores da vida

Doce, Dulce… o anjo bom da Bahia, Beata Irmã Dulce, repousa silenciosa no santuário construído para abrigar suas relíquias ao lado da grande obra social que ela tocou por muitas décadas. Ali, no memorial sagrado, pessoas simples e devotos de Irmã Dulce dos pobres acorrem em busca de alívio para as dores e indecisões da vida.

Capela das Relíquias, onde fica o túmulo de Irmã Dulce. Foto: reprodução de http://www.irmadulce.org.br

Simples como a própria homenageada, o Santuário ilustra o centro do presbitério com a pintura da Imaculada Conceição, tendo ao lado dela, um pouco abaixo, a figura de Dulce abraçada com seus pobres. Nas paredes, a recordação das três virtudes teologais – fé, esperança e caridade, não deixam dúvidas sobre qual caminho Dulce escolheu para viver sua vocação como seguidora de Jesus.

O Memorial das Relíquias se une ao Santuário por uma porta contígua, de modo que todos os que entram na igreja acabam por adentrar um pouco mais em busca do local onde repousam os restos mortais da religiosa. Cestinhos de vime, aos pés do monumento funerário, estão sempre repletos de pedidos e intenções. Os que clamaram em vida por ajuda, seguem buscando no bem-aventurado coração de Dulce um porto tranquilo de repouso e bênçãos.

Maria Rita nasceu na Bahia, em 1914. Nasceu para ser santa, diriam depois os que a conheceram, pois desde a mais tenra idade, 13 anos, já manifestou afeto e cuidado pelos mais pobres de sua cidade, Salvador. Decidida pela vida religiosa, Rita, já professora formada, entra na congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus e recebe seu hábito no dia 13 de agosto de 1933. Passa a se chamar Dulce, em homenagem a falecida mãe. Ousada e criativa, Dulce volta para Salvador, e enquanto dedica tempo num colégio, seu coração olha mesmo é para os pobres que circundam o lugar. As palafitas de Alagados, no coração do bairro do Itapagipe torna-se seu segundo lar.

Incansável, Dulce vai criar associações de operários, base do que seria o Círculo Operário da Bahia, primeira associação desse tipo na estado baiano. Preocupada em acolher os pobres e dar assistência a eles, Dulce invade casas na Ilha dos Ratos. É expulsa com seus pobres em 1939, passa a percorrer abrigos em Salvador, parando aqui e ali, até que dez anos depois consegue estabelecer-se num antigo galinheiro, ao lado da Convento Santo Antônio. Com setenta doentes, Dulce fará nascer um dos maiores hospitais da cidade, a partir de um galinheiro. Coisas de santas! 

Definitivamente Dulce era dos pobres. Passou a vida com eles e para eles, e neles via espelhado o rosto de Jesus Cristo. Visitada por São João Paulo II por duas vezes em 1980 e em 1991) , Dulce recebe do pontífice a bênção pela obra ousada em favor dos mais necessitados. Era como um selo espiritual de autenticidade humana e cristã. Fraquinha, ofegante por causa dos pulmões praticamente inutilizados, Dulce repousa em Cristo no dia 13 de março de 1992. Sua presença é forte no Santuário a ela dedicado – o Santuário da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres.

Conheça o Santuário no Tour Virtual.

Serviço:

O Santuário da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres fica em Salvador, na praça Irmã Dulce, no Largo de Roma. As missas são diárias as 8h30 e 16h da tarde (exceção aos domingos, 16h30). Todo dia 13 de cada mês temos celebração especial em honra a Irmã Dulce dos Pobres. Telefone: (71)3310-1394. Email: santuario.imaculada@irmadulce.org.br

Por Pe. Evaldo Cesar de Souza, via A12

 

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