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Livro histórico judeu reconhece ajuda de católicos contra o holocausto

© Jonathan NODEN-WILKINSON / SHUTTERSTOSCK.com
Campo de concentración de Auschwitz-Birkenau
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Muitos judeus foram salvos pela família do presidente da Conferência Episcopal Polonesa, por exemplo

O “Livro da Memória dos Judeus em Zambrow”, publicado em Tel Aviv em 1963, descreve a história da comunidade judaica dessa cidade polonesa, na qual constituíam 50% da população. Em quase 700 páginas, a obra reúne abundantes testemunhos sobre o cotidiano dos judeus no gueto de Zambrow e sobre as suas relações com os poloneses católicos.

De acordo com os relatos dos próprios sobreviventes judeus, as condições de vida eram péssimas: além de viverem amontoadas em verdadeiros cubículos, as famílias sofriam dramaticamente de fome.

“O simples oferecimento de um pedaço de pão de fora do gueto era suficiente para ser ameaçado com a pena de morte. Isso valia tanto para os poloneses quanto para os judeus. Apesar dessas punições violentas e até do risco de morte, o casal católico Dominik e Wiktoria Michalik oferecia comida para os judeus do gueto”, afirma Paweł Rytel-Andrianik, que pesquisou a história do gueto de Zambrow.

Dominik e Wiktoria são os pais de Józef Michalik, que viria a se tornar arcebispo e presidente da Conferência Episcopal da Polônia.

Graças à ajuda dessa família, sobreviveram os judeus Hershel Smoliar, Eleazar Williamowski, os três irmãos Stupnikowie, Beinusz Cervo, Hanna Copermann, Moshe Lewinsky e Moshe Gierszonowicz, que foi salvo pela família de Wiktoria Michalik.

E esta é apenas uma das famílias católicas que, mesmo sob ameaça de morte, agiu para ajudar e salvar a vida de amigos e vizinhos judeus de um dos vários guetos da Polônia.

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