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Voltarei a abraçar meu ente querido depois da morte?

Alfa y Omega - publicado em 04/04/17

“Morrer é uma benção, é o beijo de Deus que nos desperta para uma nova existência”.

Álvaro continua ferido por causa da ausência de sua esposa, que morreu há dois anos, depois de um breve e dura doença. Ele veio a mim com estas perguntas: “Sonho com frequência com ela. Será que voltarei a encontrá-la depois da morte? Eu a reconhecerei? Poderei abraçá-la?”

Tento esclarecer suas questões: Deus não contempla a morte de longe. Jesus a experimentou em sua carne. A morte de Cristo não pressupõe uma aniquilação: é um morrer para submergir em Deus.

Os discípulos de Jesus sofreram uma dura prova e se sentiram imersos em um redemoinho de ventos que os levou da morte cruel do Meste até as aparições do Ressuscitado. Foi difícil para eles reconhecerem Jesus. Queriam tocar suas chagas transfiguradas, mas não podiam, porque ele já pertencia à plenitude de Deus Pai.

No momento da Ascensão, Jesus se separou deles, deixando aberto o caminho até o lugar definitivo de onde o corpo seria transformado pela mesma glória do Cristo ressuscitado.

Os primeiros cristãos também tinham dificuldades para entender a ideia da ressurreição que os esperava. Eles se perguntavam: “Como ressuscitarão os mortos? Com que corpo voltarão à vida?” Paulo dá a resposta: “o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer.  Assim acontecerá com a ressurreição dos mortos. A corporeidade de nossa ressurreição transcende o que o olho jamais viu e o ouvido jamais ouviu, o que mente humana jamais se atreveu a pensar”.

Morrer é uma benção, é o beijo de Deus que nos desperta para uma nova existência. A ressurreição não é voltar à vida nem a reanimação de um cadáver. Mas é viver a mesma vida de Deus, que não é o Deus dos mortos, mas o Deus dos vivos.

Precisamos aprender a pensar nos mortos como pessoas viventes. A fé na ressurreição tem iluminado muitos “últimos momentos” e suavizado inúmeras despedidas.

Por Jesús García Herrero, capelão do velório M-30 Madri. Artigo publicado originalmente por Alfa y Omega, traduzido e adaptado ao português.

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