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Procissão do fogaréu: fé e tradição na Semana Santa

Marcello Casal Jr/Agência Brasil 2016
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Em Goiás, a encenação da prisão de Cristo é um costume que já tem mais de 270 anos

Em um país de grandes dimensões – em que mais da metade da população é católica – não é de se estranhar que grandes manifestações religiosas tomem conta da Semana Santa. Em todas as regiões do Brasil, as celebrações são marcadas pelas tradições populares  e pela fé no Cristo Ressuscitado.

Uma destas tradições é a procissão do fogaréu, que acontece em várias cidades. Entretanto, a mais conhecida talvez seja a que é realizada na Cidade de Goiás, a 300 quilômetros da Capital Federal, Brasília.

Tombada como Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO devido às obras arquitetônicas preservadas, a cidade recebe milhares de turistas durante a noite da Quarta para a Quinta-feira Santa.

A procissão começa à meia-noite. As luzes das ruas de pedra são apagadas. A cidade passa a ser iluminada apenas pelas tochas levadas pelos “farricocos” – como são conhecidos os personagens descalços, com túnicas coloridas e máscaras pontiagudas, que representam os soldados romanos . Dezenas deles deixam a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte – uma das principais da cidade – e partem acompanhados pela multidão de fiéis pelas ruas à procura de Jesus Cristo.

Ruas iluminadas somente pelas tochas. Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil 2016

O som de uma fanfarra faz o clima ficar ainda mais tenso. A primeira parada é na Igreja do Rosário, que simboliza o local onde Jesus realizou a última ceia. Mas Ele já não está mais lá.

 

Os fiéis e os personagens marcham, então, para a Igreja de São Francisco de Paula, que simboliza o Jardim das Oliveiras. Lá, o toque melancólico e angustiante do clarim representa o decreto da prisão de Cristo, cuja imagem é estampada em um pano de linho, erguido como prêmio  em um estandarte.

Imagem de Jesus estampada em linho e erguida em mastro como prêmio. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil 2016

É quase impossível encontrar um participante que não se emociona com a encenação; uma tradição que nasceu na Espanha e em Portugal e foi introduzida em Goiás em 1745. Antigamente, o ritual representava a penitência e a condenação pública de pecadores. Depois, transformou-se na celebração da prisão de Cristo.

Após a encenação da prisão, há também a representação da Paixão e Morte de Cristo em uma praça da cidade.

 

Fotos: Marcello Casal Jr / Agência Brasil 2016

 

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