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Antidepressivos no início da gravidez não aumentam risco de autismo

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Aisylu Ahmadieva/Shutterstock

Agências de Notícias - publicado em 19/04/17 - atualizado em 19/04/17

O consumo de antidepressivos no primeiro trimestre da gravidez não aumenta o risco de ter um filho que sofra de autismo, hiperatividade, ou transtorno de déficit de atenção (TDA), ao contrário do que sugeriam estudos anteriores – aponta uma ampla investigação publicada nesta terça-feira (18).

Publicado no Journal of the American Medical Association (Jama), o trabalho mostrou apenas um pequeno aumento do risco de parto prematuro em mulheres que tomavam medicamentos como Prozac (fluoxetina), Zoloft (sertralina), ou Celexa (citalopram), nos três primeiros meses de gestação.

“Até onde sabemos, esse estudo é um dos mais sólidos, que mostra que o fato de ser tratada com antidepressivos no princípio da gravidez não está relacionado com o autismo, o TDA, ou com um crescimento fetal insuficiente”, afirma o doutor Brian D’Onofrio, professor de Psicopatologia da Universidade de Indiana e principal autor da pesquisa.

“A avaliação dos riscos e dos benefícios do uso de um antidepressivo durante a gravidez é uma decisão extremamente difícil para as mulheres, que devem tomar consultando seu médico”, ressalta.

“Mas esse estudo faz pensar que o uso desses medicamentos quando uma mulher está grávida pode ser mais seguro do que se acreditava”, disse o professor D’Onofrio.

O estudo foi realizado em colaboração com pesquisadores do Instituto Karolinska da Suécia e da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, com base em 1,5 milhão de nascimentos na Suécia entre 1996 e 2012.

Também incorpora os dados sobre as receitas de antidepressivos prescritos para adultos, os diagnósticos de autismo e de TDA em crianças, a idade dos pais e seu nível de educação, assim como outros fatores.

“Ter podido comparar irmãos e irmãs com quem não esteve exposto aos antidepressivos no útero é um ponto particularmente forte desse estudo”, acrescentou o pesquisador.

Um estudo canadense, também publicado nesta terça em Jama, chega a essa mesma conclusão. Foi dirigido pela doutora Simone Vigod, do Women’s College Hospital de Toronto, com dados de cerca de 36.000 nascimentos monitorados por cinco anos.

(AFP)

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