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Psiquiatras se manifestam sobre risco de suicídio entre jovens

Paulius Brazauskas/Shutterstock
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O problema ganhou destaque na mídia depois de ser abordado em jogos e série de TV

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgaram uma carta aberta à população, em que se manifestam sobre os riscos do suicídio entre os jovens.

O texto diz que o problema é antigo e que ganhou evidência recentemente. “Nos últimos dias, ‘jogos’ praticados por usuários da internet, os quais envolvem tarefas cujo ato final inclui a tentativa de suicídio, têm sido destaque na mídia e motivo de grande preocupação para pais, educadores e profissionais de saúde. No entanto, os acontecimentos atuais apenas trouxeram à luz um grave problema de saúde pública, ignorado por muitos, mas motivo de preocupação e trabalho contínuo da ABP e de suas federadas”, afirma o documento.

De acordo com a ABP, o suicídio é a segunda maior causa de morte entre os jovens de 15 a 19 anos. Para os médicos, a depressão consitui o principal fator de risco para o suicídio. Ainda segundo a carta, outro fator de preocupação é o fato de os jovens terem grande facilidade de se identificar e se infiltrar em grupos com sentimentos e rituais próprios. “A participação do jovem nesses grupos, reais ou “virtuais”, pode indicar uma vulnerabilidade prévia a atos impulsivos, além da presença de sintomas depressivos. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento social e abandono de atividades prazerosas, tristeza persistente, alterações do sono e apetite, queda no rendimento escolar, lesões sem explicação aparente (sugerindo autoagressão) e mensagens que caracterizam desesperança, despedida ou com conteúdo de morte nas mídias sociais, são um sinal de alerta e não podem ser negligenciadas. Pais, escolas e profissionais de saúde devem estar atentos e capacitados para identificar as transformações que apontam para condutas de risco. É comum que esses adolescentes, fragilizados pela doença psiquiátrica, como depressão, transtorno de estresse pós-traumático ou abuso de substâncias, ao procurarem na internet informações que o ajudem a entender o que estão sentindo, entrem em contato com conteúdo não apenas inadequado, como também criminoso”, alertam os médicos na carta.

Finalizando o comunicado, a ABP garante que é possível evitar a maioria dos casos de suicídio, e que o apoio e o acompanhamento de especialistas, de grupos religiosos e da família são muito importantes. “O enfrentamento dos problemas, a busca de apoio em familiares, amigos, grupos sociais como os religiosos e a procura de ajuda junto a profissionais de saúde estão entre as estratégias de um enfrentamento bem-sucedido. Dentre as estratégias de prevenção, a identificação e o tratamento dos transtornos psiquiátricos são as mais eficazes. Nessa perspectiva, dois aspectos são fundamentais: 1) a disponibilidade de uma assistência integral à saúde mental, que envolva todos os níveis de atendimento, da atenção primária a leitos psiquiátricos de internação durante a crise para o atendimento de casos graves; 2) o combate ao estigma em relação aos transtornos psiquiátricos, certamente a principal barreira entre a desesperança causada pela doença e a busca por ajuda. Em relação ao combate ao estigma, é importante ressaltar: é uma ação vital, que está ao alcance de todo cidadão”.