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Violência diminui na Síria após início de acordo sobre ‘desescalada’

© ABDURAHMAN SAYED / GETTY IMAGES

IDLIB, SYRIA - JANUARY 11: Red Crescent convoy, carrying humanitarian aid, pass along the road in Fu'ah town of Idlb, Syria on January 11, 2016. Opposition let the convoy to the town after UNs refugee agency (UNHCR), for its part, said negotiations with the regime concluded with agreement to send a humanitarian convoy into the regime sieged town, Madaya. (Photo by Abdurahman Sayed/Anadolu Agency/Getty Images)

Agências de Notícias - publicado em 07/05/17

A violência diminuiu acentuadamente em várias províncias da Síria, neste sábado (6), coincidindo com o início da aplicação de um acordo concluído entre Rússia, Irã e Turquia para uma trégua duradoura.

O início deste processo acontece dois dias após a assinatura por parte de Moscou e Teerã, aliados do governo Bashar al-Assad, e pela Turquia, que apoia a rebelião, de um memorando que prevê a criação de quatro “zonas de segurança” na Síria.

Vários acordos de trégua ou cessar-fogo foram implementados nos seis anos de guerra no país, mas todos fracassaram. Este plano parece mais ambicioso, porém, uma vez que prevê a vigilância dessas “áreas de desescalada” pelas forças dos países patrocinadores.

O acordo começou a ser aplicado à meia-noite de sábado (17h de sexta-feira no horário de Brasília), mas o memorando entrará realmente em vigor em 4 de junho, quando as quatro zonas serão delimitadas por um período renovável de seis meses.

O texto não é explícito quanto a se os combates deveriam cessar imediatamente. Nem o regime sírio nem os rebeldes anunciaram o fim das hostilidades.

Além disso, algumas horas após o início do processo, alguns combates esporádicos e bombardeios foram registrados, mas com menor intensidade do que o habitual.

Os principais confrontos ocorreram na província de Idleb (noroeste), partes do centro da Síria, no sul e no enclave rebelde de Guta Oriental, perto de Damasco.

Na província de Idleb, o céu estava calmo, indicou um correspondente da AFP no sábado à tarde, embora os habitantes estivessem preocupados com a ocorrência de novos bombardeios à noite.

– Violações do acordo –

Em Guta Oriental, ainda se ouvia o barulho dos aviões do governo no sábado ao meio-dia, segundo um correspondente da AFP na cidade de Duma, controlada pelos rebeldes.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) apontou que ocorreram alguns combates e bombardeios em várias áreas governadas pelos rebeldes nas províncias de Hama (centro) e de Guta Oriental.

“Apesar dessas violações, ainda se pode dizer que a violência diminuiu”, indicou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

O OSDH informou que um garoto morreu em um bombardeio das forças do governo na província de Homs, tornando-se a primeira vítima civil em uma “zona de distensão”, após a entrada em vigor do acordo.

Nem o governo sírio nem os grupos rebeldes assinaram o acordo.

Uma fonte militar de Damasco disse que o Exército havia detectado infrações, mas que estava esperando que as zonas fossem completamente delimitadas.

Um membro da delegação rebelde nos diálogos disse neste sábado à AFP que a oposição tinha “detectado violações do acordo cometidas pelo regime e por suas milícias”.

“Enviaremos esta lista aos russos por intermédio dos turcos”, explicou a fonte, que pediu para não ser identificada.

Além disso, a Coalizão Nacional Síria, que agrupa a oposição, anunciou a eleição de um novo líder, o dissidente Riad Seif, de 70 anos, que substituiu Anas al-Abdeh.

– 2,67 milhões de civis afetados

Além do estabelecimento de uma trégua duradoura, o memorando visa a melhorar a situação humanitária e a criar as “condições para o avanço do processo político”. Já são mais de 320 mil mortes registradas desde 2011.

As “zonas de desescalada” serão dotadas de “áreas de segurança”, com postos de controle e centros de supervisão controlados conjuntamente “pelas forças dos países patrocinadores” e possivelmente “de outras partes”.

Nestas áreas, as forças do governo e grupos armados da oposição não poderão usar força militar, incluindo a aviação.

Ao mesmo tempo, os fiadores deverão separar os grupos armados opositores dos “grupos terroristas”. Segundo o documento, estão nessa categoria o Estado Islâmico (EI) e a “Frente al-Nusra [antigo nome da atual Frente Fateh al-Sham] e todos os grupos, entidades e pessoas afiliadas” a eles.

Ainda conforme o texto, uma “zona de desescalada” irá incluir a província de Idleb (noroeste), uma zona da província de Homs (centro), Guta Oriental e parte das províncias de Deraa e Quneitra, no sul.

De acordo com um membro do Estado-Maior russo, 2,67 milhões de civis e 41.500 rebeldes serão beneficiados.

(AFP)

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