Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Receba o nosso boletim

Aleteia

A hipertensão arterial e a prática religiosa

Douglas Scortegagna-CC
Compartilhe este artigo para ter a chance de ganhar uma peregrinação a Roma
Compartilhar
Compartilhei
Compartilhamentos

Diversos estudos demonstram a importância dos hábitos de vida na prevenção e no tratamento da hipertensão arterial

Segundo a Organização mundial da Saúde, um em cada três adultos sofrem com “pressão alta”, a hipertensão arterial.

Ora, a hipertensão arterial é um dos fatores mais importantes para as doenças cardíacas ou o derrame cerebral e segundo estudo da Global Burden of Disease, em 2000, ocorreram 7,6 milhões de mortes em todo o mundo decorrentes de pressão arterial elevada.

Para melhor entender o problema, vamos a uma importante comparação: os vasos sanguíneos podem ser assemelhados a mangueiras de água ligadas a uma torneira. Se alguém pisar na mangueira ou obstruir uma ponta, a pressão de água dentro da mangueira aumenta. Também no caso dos vasos sanguíneos, se ocorrer algum estreitamento, a pressão aumenta igualmente. Esse aumento da pressão é denominada hipertensão arterial

Ela afeta os vasos sanguíneos e devido a essa agressão tais vasos podem se romper ou entupir. Quando esse entupimento acontece nos vasos do coração, temos o infarto, quando o entupimento ou um rompimento ocorre no cérebro, há o derrame (chamado de Acidente Vascular Cerebral – AVC).

No entanto, tudo isso pode ser prevenido. Sim, diversos estudos demonstram a importância dos hábitos de vida na prevenção e no tratamento da hipertensão arterial, dentre eles podemos citar: a prática de atividades físicas: estudos demonstram que uma pequena caminhada de 20 minutos, 3 vezes por semana, já mostra bons resultados na prevenção da hipertensão; evitar alimentos muito gordurosos e muito salgados; fugir da ingestão excessiva de bebidas alcoólicas; interromper o tabagismo; combater a obesidade etc.

Além dessas importantes e oportunas recomendações, há muito tempo pesquisas científicas vêm demonstrando que a prática religiosa também pode ser uma ferramenta na prevenção e no combate a hipertensão arterial.

Uma revisão de estudos científicos que associam religiosidade e saúde foi publicada, em 2012, na International Scholarity Research Network Psychiatry, e nesse trabalho foram encontrados 39 estudos de alta qualidade que avaliavam a relação entre a pressão arterial e a prática religiosa. Dentre os 39 estudos, 24 (62%) observaram que indivíduos religiosos apresentavam menores índices de hipertensão arterial.

Mais: um trabalho muito interessante, publicado ainda em 1978, no Journal of Behavioral Medicine, demonstrou o seguinte: entre os indivíduos religiosos, aqueles que frequentavam a igreja assiduamente apresentavam os níveis de pressão arterial mais baixos, em comparação com não frequentadores. Estes tinham pressão arterial mais elevado, ficando, portanto, com a saúde em perigo.

Daí se vê, ante a ciência médica, que não basta apenas se autoafirmar religioso(a), ao responder um censo ou qualquer outro questionário de pesquisa, pois os benefícios da fé e da espiritualidade só são eficazes naqueles que, realmente, frequentam, com regularidade, as atividades religiosas estipuladas pelo seu Credo.

Aqui, não se pode deixar de lembrar dois pontos importantes no que toca à religião. O primeiro é o de que ela é a religação – conforme a própria etimologia aponta – do ser humano com Deus, o Pai amoroso que nos chama a ser filhos por meio de seu Filho Jesus Cristo (cf. Gl 4,5). Portanto, a prática religiosa não há de ser buscada como um “pronto-socorro” aos nossos problemas, mas, sim, como culto a Deus que, por ser Deus, merece louvor, independentemente de tudo o mais.

O segundo diz respeito ao chamados “católicos não praticantes”, ou seja, àquelas pessoas batizadas, crismadas e com a primeira Eucaristia ou até casadas no religioso, mas que por alguma razão, séria ou não, se afastaram da comunidade e, por consequência, dos sacramentos. A estes é preciso lembrar o que ensina São Leão Magno († 461): “Reconhece, ó cristão, a tua dignidade!”, ou seja, você é filho(a) de Deus. Volte à casa do Pai a fim de receber d’Ele bens à alma e ao corpo. Eis o convite!

 

Vanderlei de Lima é eremita na Diocese de Amparo; Igor Precinoti é médico, pós-graduado em Medicina Intensiva (UTI), especialista em Infectologia e doutorando em Clínica Médica pela USP.

Selecione como você gostaria de compartilhar.

Compartilhar
* O crédito para artigos compartilhados será fornecido somente quando o destinatário do seu artigo compartilhado clicar no URL de referência exclusivo.
Clique aqui para mais informações sobre o Sorteio da Aleteia de uma Peregrinação a Roma

Para participar do Sorteio, você precisa aceitar os Termos a seguir


Ler os Termos e Condições