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Moon Jae-in, o presidente católico da Coreia do Sul

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Ele tem pela frente o gigantesco desafio da reconciliação coreana

Fazer-se tudo a todos”, como diz São Paulo na Carta aos Coríntios: esta é a visão de futuro e o desejo que o cardeal Andrew Yeom Soo-jung, arcebispo de Seul, manifestou ao novo presidente da República da Coreia, o católico Moon Jae-in, do Partido Democrático.

Na mensagem de felicitação enviada pela arquidiocese da capital sul-coreana e retransmitida pela Agência Fides, o cardeal afirma:

“As eleições presidenciais foram um momento crucial para o futuro do nosso país. Eu gostaria de estender as minhas felicitações ao Sr. Moon Jae-in pela sua eleição e também agradecer aos outros candidatos por seu trabalho duro.

Os cidadãos do nosso país confiaram ao presidente Moon uma grande responsabilidade. Rezo para que ele ‘se faça tudo a todos’. Ofereço as minhas orações a Deus para que lhe dê a força e a sabedoria necessárias para enfrentar os difíceis desafios que a Coreia tem pela frente”.

Em particular, os votos do cardeal Yeom são de que

“Moon realize o seu trabalho promovendo a justiça, a paz e o bem comum, especialmente no tocante à proteção dos mais vulneráveis. Deus o abençoe para realizar o serviço à República da Coreia e aos seus cidadãos”.

A menção aos mais vulneráveis é particularmente relevante quando se considera que a Coreia do Sul tem um dos mais altos índices de prática do aborto em todo o planeta, conforme se pode ver neste artigo: Por que o Papa Francisco quis visitar cemitério para crianças abortadas na Coreia do Sul?

A Igreja coreana aprecia o enfoque de abertura e de negociações com a Coreia do Norte adotado pelo novo presidente. Os observadores o vinculam à “Sunshine policy” do também católico ex-presidente Kim Dae-jung, ganhador do prêmio Nobel. Num país em que a maioria da população (46,5%) se declara sem religião e apenas 10,9% são católicos, a contribuição do catolicismo tem sido cada vez mais vista e reconhecida.

Para construir a paz e a reconciliação na península coreana e se proteger dos ventos da guerra, Moon tem a intenção de impulsionar a cooperação econômica a fim de contribuir com o bem-estar da população da Coreia do Norte. Para ele, esta é a maneira correta de diminuir a tensão e avançar para a reunificação gradual.

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Com informações da Agência Fides

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