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Seu filho, que já está na faculdade, ainda age como uma criança?

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Veja como definir limites claros quando seu filho que está na faculdade volta para casa nas férias

 

Eu adoro ver todas as atualizações do Facebook dos jovens que estão na faculdade, dirigindo-se para casa para passar as férias com o banco traseiro cheio de cestos de roupa suja.

Menos adoráveis ​​são as atualizações de pais companheiros, cujos filhos chegaram em casa para as férias e caíram de volta no modo “criança”. Menos adorável de tudo foram as férias quando eu fui visitar meus pais e meu irmãozinho chegou da faculdade, levando roupa suja, e meus pais ficaram perto dele parecendo perplexos e patéticos, até eu ter pena dele.

Scary Mommy publicou recentemente um ótimo post sobre como sobreviver às férias com seu estudante universitário:

É isso mesmo – os nossos filhos têm tentado estabelecer limites para nós, e quando inevitavelmente transgredimos, corremos o risco da acusação de que estamos de alguma forma agredindo sua frágil idade adulta. Enquanto isso, eles atravessam nossa casa dançando, como os hippies em Woodstock, em uma tempestade de chuva.

Nunca esquecerei o dia que minha mãe me ligou logo antes do Dia de Ação de Graças após meu primeiro ano de faculdade, me dizendo que eu tinha que voltar para casa e esvaziar o meu quarto.

“Mas por quê?”, perguntei, desconcertada. “Eu ainda vou voltar para casa nas férias, então, por que você não pode deixar minhas coisas lá?”.

Literalmente, nunca me ocorreu que, desde que eu havia mudado tecnicamente, ela poderia querer usar esse espaço para algo – ou alguém. Ou que ela apenas queria deixá-lo arrumado. Embora eu, com orgulho, proclamasse que eu “não vivia mais na casa dos meus pais”, eu ainda pensava como se morasse lá. O meu dormitório parecia mais como um acampamento de verão prolongado feito especialmente para mim, com livros gloriosos e atividades horríveis ao ar livre. Eu não conseguia imaginar não ter mais um lugar na casa dos meus pais.

Mas meu lugar tinha desaparecido. Meu pequeno irmão tomou conta do meu quarto, e quando cheguei em casa para o Dia de Ação de Graças tive que dormir no quarto antigo. Tudo aconteceu para o bem de todos, já que nunca voltei definitivamente para a casa dos meus pais. E eu não parei de pensar que lá era minha “casa” até eu me casar, mas voltar atrás nunca parecia uma opção depois disso. Eu tinha que fazer meu próprio lugar, e eu fiz.

Havia outros limites que meus pais estabeleceram, como me fazer pagar as compras e (ao contrário do meu irmãozinho) lavar minha roupa suja, mas, o que mais ficou guardado foi eles terem me dado um novo espaço como uma “convidada” passageira, em vez de uma ocupante permanente. Foi o limite mais poderoso que poderiam ter estabelecido, porque era uma clara demarcação da minha transição da infância para a idade adulta.

Então, se seu filho que está na faculdade chega em casa com roupa suja e quer ser tratado como adulto e como criança, essa é uma maneira de estabelecer um limite para ele sem discutir ou argumentar.

 

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