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Desmentido: Igreja argentina não se recusou a celebrar matrimônio de Messi

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Esta mentira correu a mídia mundial. Na verdade, Messi nem pediu para se casar na Igreja.

Meios de comunicação da Argentina e de todo o mundo “noticiaram” nos últimos dias uma suposta “recusa” da arquidiocese católica de Rosário a celebrar o sacramento do matrimônio do jogador Lionel Messi no salão privado em que foi realizado o casamento civil.

Essa recusa nunca existiu. Mais ainda: os noivos nunca apresentaram à arquidiocese nenhum pedido de se casarem pela Igreja. Esta informação foi confirmada pelo padre Ruben Belante, do setor de comunicação do arcebispado. A família de Messi não pediu o sacramento nem na catedral, nem em qualquer paróquia, nem em qualquer salão privado situado na arquidiocese de Rosario.

A desinformação foi propagada por grandes veículos de mídia, mas o esclarecimento só foi divulgado por alguns veículos católicos. Não é nenhuma novidade: é frequente que a chamada “grande mídia” lance as sujeiras ao ar e depois “se esqueça” de limpá-las – e o “esquecimento” costuma ser a regra quando se trata de desmentir, esclarecer ou pelo menos contextualizar acusações contra a Igreja católica: vide este artigo e este outro, além das generalizações abordadas nesta lista de artigos recomendados.

Como resultado desse mau jornalismo, houve confusões até no seio da Igreja: o bispo de outra diocese chegou a comentar, quando perguntado sobre o caso, que teria “respondido [ao pedido de Messi] de outra maneira”.

Nas redes sociais a polêmica foi grande, envolvendo perguntas como estas: “Será mesmo que a arquidiocese de Rosário não podia autorizar a celebração sacramental do matrimônio fora de uma paróquia, levando em conta as aglomerações de curiosos que a presença de Messi provocaria?”. “Não podia enviar um sacerdote para presidir à celebração no salão em que se realizou a cerimônia civil?”.

Essas questões não fazem sentido algum quando se sabe que o sacramento nem sequer chegou a ser solicitado pelos noivos.

Em recente entrevista a um periódico belga, o próprio Papa Francisco declarou que a desinformação é um dos “pecados” do jornalismo. O Santo Padre considerou que a desinformação é, provavelmente, o maior dos danos que um meio de comunicação pode causar, já que induz a opinião pública a olhar para certo lado de um fato ou suposto fato, desviando-a do outro lado ou dos outros lados.

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