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Você trabalha para viver ou vive para trabalhar?

Syda Productions

LaFamilia.info - publicado em 17/07/17

Faça o teste e descubra se você é um workaholic: sua realização pessoal pode depender desta reflexão

“Eu trabalho para viver ou vivo para trabalhar?”: está é uma pergunta que a maioria das pessoas se faz em algum momento da vida. É que, em algumas ocasiões, o trabalho pode se tornar tão absorvente, que leva a descuidar de outras áreas do desenvolvimento (pessoal, familiar, social, física, espiritual).

O trabalho é fonte de conhecimento, aprendizagem e autorrealização; é um canal de serviço e uma forma de conseguir o sustento pessoal e familiar. É uma das principais atividades da vida humana, se considerarmos a quantidade de tempo e esforço dedicados ao trabalho.

Porém, por diversos fatores, o trabalho pode se tornar uma adição, uma dependência. Em que consiste isso?

O que é e o que não é a adição ao trabalho

Uma coisa é esforçar-se por fazer bem o trabalho, ser eficiente e enfrentar com responsabilidade as próprias funções; outra coisa é criar uma relação de dependência com o trabalho, até torná-lo um obstáculo para a vida familiar e social, prejudicando o âmbito físico, mental e emocional da pessoa.

O termo “worhaholic” vem do inglês, surge na década de 70 e consiste na junção das palavras “trabalho” (work) e “alcoolismo” (alcoholism). Introduz os traços característicos do comportamento alcoólico ao âmbito do trabalho.

A pessoa dependente do trabalho se caracteriza por uma excessiva dedicação laboral como se fosse seu único objetivo vital, bem como por um desinteresse por tudo o que não seja seu trabalho e por sua incapacidade de deixar de trabalhar.

Perfil do workaholic

Algumas das manifestações mais frequentes da pessoa dependente do trabalho são as seguintes (observe se você possui 3 ou mais delas):

– Pensar no trabalho quando não se está trabalhando.

– Não tirar férias.

– Ansiedade e insegurança diante das responsabilidades laborais.

– Compromisso excessivo e compulsivo com a atividade profissional.

– Para as mulheres: aumento de poder/autoritarismo dentro do casamento; renúncia a ter filhos para evitar ter de conciliar trabalho e maternidade; multiplicação do trabalho total realizado como consequência de não poder eliminar suas responsabilidades no lar e na educação dos filhos.

– Personalidades obsessivas que controlam seu ambiente e evitam situações de novidade, para diminuir sua insegurança pessoal.

– Impossibilidade de abandonar uma tarefa inconclusa no final do dia.

– Incapacidade de recusar novas tarefas no trabalho.

– Não dispor de um sistema estável de prioridades.

– Ser acusado por seus familiares de que mostra mais interesse pelo trabalho que por eles.

– Ser competitivo em qualquer atividade, inclusive quando pratica algum esporte em família.

– Impaciência.

– Sentimento de culpa quando não está trabalhando.

– Seus “hobbies” têm a ver com sua profissão.

– Esperar que todos trabalhem como ele.

– Dificuldade de envolver-se em atividades dos outros.

– Sentir certo prazer ao relatar o quanto e quão duramente se trabalha.

Em busca do equilíbrio

A adição ao trabalho poderia ser entendida como consequência da mudança social experimentada na forma de avaliar o trabalho, pois este é cada vez mais associado a elementos como poder, status, sucesso de felicidade, e isso leva a fazer da atividade laboral o centro da vida das pessoas.

É necessário, então, esclarecer dois tipos de balanço/equilíbrio: trabalho-família e trabalho-lazer. Se o resultado desses dois balanços for desarmônico, conclui-se que existe uma possível adição ao trabalho.

A regra de ouro nesta abordagem está focada em buscar o equilíbrio saudável e necessário, pois, sem dúvida, existe uma maneira de desenvolver-se nos diversos âmbitos da vida, sem ter de sacrificar nenhum deles.

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