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A beleza divina vista por Van Gogh e Chagall

Marc Chagall
French, born Vitebsk, Russia (present-day Belarus), 1887–1985
White Crucifixion, 1938
Oil on canvas
154.6 x 140 cm (60 7/8 x 55 1/16 in.)
Gift of Alfred S. Alschuler
1946.925
The Art Institute of Chicago
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Uma mostra excepcional que contextualiza e analisa mais de um século de arte religiosa moderna

 

O que têm em comum Chagall, Van Gogh, Picasso e Rouault? Não só o fato de serem artistas, mas também de partilharem alguns temas em seus trabalhos. Destes, talvez o mais inesperado seja o religioso.

A Fundação Palazzo Strozzi, em colaboração com a Arquidiocese de Florença, apresentou até recentemente a “Beleza Divina em Van Gogh e Chagall”, uma exposição que procurou estudar a relação entre a beleza e a sacralidade no debate artístico dos séculos XIX e XX.

“Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova”

A exposição mostrou o tratamento estético que autores tão diversos como Redon, Chagall, Millet, Munch, Morelli, Picasso e Rouault, para citar somente alguns, fazem cenas tradicionais de arte sacra Ocidental como a Crucificação, a Verônica, a Pietà e a Cruz, entre outras, evidenciando assim o papel da arte religiosa, ao contrário do que normalmente se pensa, como um dos elementos que contribuíram para a formação do cenário da arte contemporânea.

Foi uma oportunidade não só de ver, juntas em um dos palácios mais emblemáticos do Renascimento italiano, obras dos grandes mestres da arte moderna e contemporânea que poderiam forçar o espectador a viajar mais de uma dúzia de museus, mas, também apresentou um ponto de vista inédito até hoje, que enriquece a compreensão da histórica tradicional da arte dos séculos XIX e XX.

 

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