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Contos edificantes: “Lágrimas de Eva, origem das pérolas”

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Pixabay

Aleteia Brasil - publicado em 24/07/17

Uma popular e comovente história para crianças de todas as idades

O seguinte conto cristão, relatado mais frequentemente no mundo anglicano, retrata o estilo popular de atribuir origem encantada ou sagrada a certos elementos e fenômenos da natureza. Obviamente, não tem qualquer valor ou base doutrinal, pretendendo ser apenas uma entretida história para crianças e um veículo para algumas reflexões sobre valores. É neste sentido que esses contos populares devem ser entendidos, utilizados e aproveitados.

Diz o conto:

Quando Abel caiu ao solo, assassinado pelo irmão cruel e invejoso, Eva tentou reanimá-lo, acariciando com grande carinho materno o corpo sem vida do filho. Vendo, porém, que Abel não mais despertaria, ela saiu caminhando com profunda tristeza e desconsolo, para longe, longe, até chegar junto ao mar. E ali se deixou ficar, boquiaberta, assombrada, a imensidão das águas que nunca tinha visto até aquele instante. Foi então que as suas primeiras lágrimas conseguiram escapar dos seus olhos tristes. E rolaram, quietas, pela face de Eva, caindo sobre pétalas de flores pequeninas que brotavam entre as pedras da praia. Adão tinha seguido a mulher em silêncio e a observava à distância. Quando ela se afastou, foi ver o que eram aquelas gotas que tinham caído dos seus olhos. Fascinado com seu brilho, resolveu guardá-las dentro de conchas e depois enterrou-as todas na areia entre as pedras e o mar. O mar, também curioso, esperou cair a noite, fez um ingente esforço para espichar-se, elevou‑se em ondas de espuma e chegou até o tesouro escondido, recolhendo assim as conchas para ver o que continham. Só que as ondas, ao verem aquelas lágrimas tão puras eternizadas como pequenos globos brilhantes, também choraram: e até hoje se escutam seus gemidos quando tocam as praias e se lembram do pranto de Eva. É por isso que, quando o homem deseja uma pérola, ele precisa escutar o pranto das ondas e aventurar-se ao meio delas, que ainda guardam, em conchas humildes, as lágrimas da primeira mãe.

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