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Por que a Igreja ensina que fazer amor é uma forma de oração

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Isso mesmo: o sexo é chamado a ser sagrado

Pode soar estranhíssimo para muita gente, mas você sabia que, ao fazer amor com seu cônjuge dentro do matrimônio, estando ambos abertos à graça da vida, você está fazendo oração?

É simples de entender. A oração não é uma repetição de palavras: é uma atitude de união com Deus. Todas as nossas atividades, quando conscientemente oferecidas a Ele, são oração. Inclusive o sexo? E por que não?

São João Paulo II, na sua fascinante catequese sobre a Teologia do Corpo, nos fala da maravilhosa capacidade humana de experimentar, por meio da corporeidade, o atributo nupcial da expressão do amor. Nesse amor, cada cônjuge se torna um presente, um dom para o outro, e um dom completo, voluntário, consciente, que Deus torna fecundo em frutos magníficos como a realização pessoal, a realização mútua, a visão de sentido para a própria vida, a abertura para a nova vida nos filhos que vierem!

É algo único da pessoa humana: entregar-se conscientemente uma à outra como oferta de amor!

Nesse contexto, fazer amor é fazer oração porque é um ato de entrega mútua em que se participa do Amor divino e inclusive da divina criação.

Diz São João Paulo II a respeito dos cônjuges: eles “veem um ao outro com toda a paz do olhar interior que cria a plenitude da intimidade de pessoas”. Todos nós desejamos alguém que nos ame, nos aceite e nos respeite por completo, plenamente, porque isso nos preenche, nos eleva e, de modo literal, nos leva a experimentar o amor de Deus sensivelmente.

A união sexual no matrimônio é um ato de união a Deus porque, por meio dela, Ele nos torna partícipes do Seu Amor e do Seu Espírito e nos transmite as graças necessárias para perseverar e nos realizar no desafio envolvido nessa entrega diária – que não, não é fácil.

Importante: nenhum outro ato sexual pode ser descrito como “fazer amor”, porque Amor, em sentido pleno, é o Amor Absoluto, é o Ser Absoluto, é o Sentido Absoluto, é Deus; e nenhum ato separado d’Ele pode ser entendido autenticamente como amor. Nenhum outro ato sexual dignifica. O ato sexual fora desse contexto não apenas não nos une a Deus como, pelo contrário, nos afasta da participação na plenitude do Seu Amor.

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Adaptado de texto original de Luz Ivonne Ream

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