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ONU teme aumento da violência na Venezuela pós-Constituinte

Stringer / Anadolu Agency
VALENCIA, VENEZUELA - AUGUST 06 : Soldiers walk behind an armoured vehicle in the military base of the Paramacay Fort in Valencia, Venezuela on August 06, 2017. Two assailants were killed and eight captured on Sunday in an armed attack by "terrorists" on a Venezuelan military base, President Nicolas Maduro said on state television. Local media and social networks spoke of a possible military uprising at the base against the government.
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O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, expressou nesta terça-feira (8) preocupação com a possibilidade de que a Venezuela esteja se distanciando da paz, após a instalação da Assembleia Constituinte, repudiada pela oposição.

“Guterres está preocupado com que os recentes acontecimentos na Venezuela possam levar a uma escalada maior das tensões e distanciar o país do caminho que conduza a uma solução pacífica de seus desafios”, afirmou seu porta-voz, Stéphane Dujarric, em um comunicado.

O chefe da ONU insiste em que a crise venezuelana não pode ser resolvida “pela imposição de medidas unilaterais” e pede ao governo de Nicolás Maduro e à oposição que retomem as negociações.

Hoje, em Genebra, a ONU denunciou o “uso generalizado e sistemático da força excessiva”, assim como de “torturas”, durante os protestos na Venezuela. Também responsabilizou as forças de segurança e as milícias pró-governo pela morte de pelo menos 73 manifestantes.

“As entrevistas realizadas a distância (…) sugerem que tem acontecido na Venezuela um uso generalizado e sistemático de força excessiva e detenções arbitrárias contra os manifestantes”, declarou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al Hussein, em um comunicado.

“Milhares de pessoas foram detidas arbitrariamente. Muitas delas foram vítimas de maus-tratos e inclusive de torturas”, completa o texto.

Como as autoridades da Venezuela vetaram o acesso dos investigadores da ONU ao país, Zeid solicitou a uma equipe de especialistas em direitos humanos que fizesse 135 entrevistas a distância com vítimas e familiares, além de testemunhas, jornalistas, advogados, médicos e um funcionário da Procuradoria Geral.

O alto comissário pediu às autoridades venezuelanas “o fim imediato do uso excessivo da força contra os manifestantes, que cessem as detenções arbitrárias e libertem todas as pessoas que foram detidas arbitrariamente”.

(AFP)

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