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O olho humano

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Ver não é algo tão simples como parece, uma vez que a produção da visão requer numerosos elementos funcionando em perfeita sintonia

Dentre as maravilhas do corpo humano, os estudiosos não deixam de chamar atenção à complexidade e à beleza do olho, comparável a um aparelho de TV de última geração que transmite ao cérebro as imagens por ele captadas. Daí, a importância de lhe dedicarmos um artigo.

Desperta interesse o sistema ótico: uma lente biconvexa, chamada de cristalino, consta de dezenas de bilhões de células minúsculas contidas em menos de 1 centímetro quadrado. Esse cristalino, situado no humor vítreo dos olhos, recebe os raios luminosos vindos de fora, reúne-os em um feixe denso a fim de transmiti-los a uma placa sensível ou tela chamada de retina.

O cristalino adapta, por contração e dilatação automática, sua curvatura a todas as distâncias além de 20 centímetros, pois a retina tem o seu diafragma elástico: a íris (parte colorida dos olhos). Ela se abre ou se contrai de acordo com a luminosidade do objeto possibilitando, assim, uma visão certeira e sem maiores perigos para o olho.

Não se pode esquecer que o globo ocular é protegido por duas cortinas chamadas de pálpebras. Elas defendem o cristalino contra agressões externas, tal como a poeira e pequenos insetos. Daí, ante algo que vem contra o olho, a pessoa automaticamente se defende fechando-o. Ainda: há os cílios e as sobrancelhas, bem como as glândulas lacrimais (reservatórios líquidos sempre cheios) a irrigarem e lavarem o olho à moda de um lubrificante ou detergente bastante potente.

A retina é a película sensível do aparelho fotográfico humano e tem uma forma hemisférica. Suas três camadas de células terminam em um milhão de fibras que se prolongam a fim de formarem o nervo ótico. Os cones e bastonetes presentes na retina é que permitem a ela, por diferentes funções, perceber figuras, cores e movimentos em ambientes de distintas intensidades luminosas.

Ver, portanto, não é algo tão simples como, à primeira vista parece, uma vez que a produção da visão requer numerosos elementos funcionando em perfeita sintonia uns com os outros nas situações mais diversas: são 115 milhões de bastonetes e 6,5 milhões de cones harmoniosamente concatenados a fim de se ter o ato visual. Os grandes estudiosos se encantam com a constatação de que a retina nunca se cansa e está sempre pronta a trabalhar.

Sim, as impressões por ela captadas brevemente se apagam, mas, de um modo instantâneo a retina volta a se sensibilizar. Para fazer inveja às câmeras fotográficas, tudo aparece e desaparece em uma rapidez descomunal, sem processo de revelação das fotos, mas essas imagens são produzidas coloridas em centenas de tons diferentes.

A rapidez desse trabalho fotografante é tão impressionante que, em 1 milímetro quadrado de retina, trinta mil pontos luminosos podem ser recebidos cada um por sua vez, sem que nem um sequer se perca. Também: esse minúsculo aparelho natural de fotografias que cabe em uma mão fechada aumenta (“dá um zoom”) de forma automática aos objetos, de modo que eles podem ser percebidos em seu tamanho normal: uma girafa, um elefante, um avião etc. O fato de termos dois olhos nos permite perceber ainda o relevo dos objetos visualizados.

As constatações não param aí. O olho está em comunicação direta com a memória sensitiva (um fichário de imagens já percebidas). Tal memória pode ser comparada a uma imensa biblioteca com milhões de prateleiras cheias de livros e por isso capaz de dar a cada ser humano todas as imagens registradas nas bilhões de células cerebrais ao longo da vida de alguém.

Cabe, por fim, expor dois importantes detalhes: o olho não sente frio como as outras partes do corpo. Que sabedoria da natureza há nisso, pois enquanto se cobrem os pés e as mãos, como se cobririam os olhos para dirigir um veículo, por exemplo? Por que isso se dá? – Porque há no olho a coroide, algo como um aquecedor a lhe manter sempre a temperatura estável.

Mais uma vez: “Se há o relógio, existe o Relojoeiro”.

 

Vanderlei de Lima é eremita na Diocese de Amparo; Felipe Saba é médico. Neurologia pela USP-Ribeirão, Fellow em Transtornos de Movimento e Mestre pela Universidade Católica de Milão-Itália.

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