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Marca pessoal, exibicionismo ou autoestima?

DEIZE ANDRADE
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Saiba por que precisamos potencializar o “personal branding”

Cada vez mais, as mulheres se dedicam ao personal branding, que nada mais é do que a construção da marca pessoal. Deize Andrade é uma delas. No Brasil, ela trabalha para potencializar aspectos da vida das pessoas e, assim, gerar resultados no campo da gestão da imagem. Em sua passagem por Barcelona, durante o evento Talent Day de Personal Branding, perguntamos a ela o motivo do sucesso desta área e exploramos conceitos como resiliência e liderança. Confira:

Por que todo mundo agora está falando sobre marca pessoal, especialmente as mulheres?

Nas últimas décadas, com a globalização e o amplo acesso à informação, nossos diferenciais profissionais se diluíram em um mar de gente com formação e conhecimentos semelhantes. Mesmo assim, parece que a maioria de nós não está acostumada a traçar uma estratégia para nossas vidas, nem revelar nossas habilidades a quem interessa. A marca pessoal serve para que se desenhe uma estratégia pessoal e para que o nosso melhor se torne visível, para que as pessoas nos queiram por aquilo que podemos oferecer. Dessa forma, teremos mais oportunidades de alcançar nossos objetivos.

Existe uma “marca pessoal” característica da mulher latino-americana?

Na América Latina, há muitas associações que lutam pelos direitos da mulher. Talvez o destaque maior seja a questão da violência sexual ou de todos os tipos de violência, desde os abusos ao assédio (por parte dos chefes nas empresas) até a violência doméstica.

No que se refere à marca pessoal e à liderança, ainda temos poucas mulheres em cargos de direção. Estamos discutindo o tema e avançando aos poucos.

O que é a famosa resiliência?

A resiliência é a capacidade de se adaptar às mudanças, de levantar-se, ajustar o rumo e começar outra vez quando algo ruim acontece.

 E tanta marca pessoal não é um exagerado culto ao ego?

Não entendo como culto ao ego. Vejo a marca pessoal como uma forma de nos colocarmos a serviço das pessoas com o que temos de melhor. Isso começa com o autoconhecimento. Temos que declarar o que temos de verdadeiro para fazer coisas que sejam importantes para as outras pessoas. Mas é certo que tem gente que tenta se promover para conseguir os objetivos.

Onde fica o limite entre o exibicionismo e a autoestima?

Uma boa pergunta. Parece-me que os que se expõem muito costumam ter baixa autoestima. O limite pode estar justamente na verdade, caso suponhamos que o exibicionismo engradeceria muito as qualidades.

A espiritualidade tem algo a ver com branding?

Se considerarmos que espiritualidade é uma forma de encontrar sentido na vida, viver de acordo com bons valores e ajudar o próximo, as pessoas com espiritualidade mais desenvolvida vão ter uma marca pessoal de maior valor.

Uma marca pessoal forte pode não ter nada a ver com a espiritualidade ou mesmo com valores. O que dizer de algumas figuras públicas que têm marca pessoal forte, mas não a usa para o bem?