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Meu filho tem amigos imaginários. O que devo fazer?

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É saudável ter amigos "invisíveis"?

Como parte do desenvolvimento do comportamento infantil, temos presente, a partir do segundo ano de vida, o mundo do “faz de conta” de forma paralela ao mundo real, o qual se apresenta cheio de vivências fantasiosas, as chamadas fantasias infantis. Essa fase de vida da criança se estende até os seis anos dela aproximadamente. Nessa fase, geralmente, os pais notam que os filhos criam os amigos imaginários, com os quais brincam, conversam e até guardam doces ou comidas.

Num primeiro momento, parece algo “fora do normal”, mas, para lidar com o mundo real que ainda é muito difícil de ser aceito e também assimilado, a criança passa a criar seu próprio mundo, o qual lhe permite viver e encontrar solução para tudo, onde tudo é possível.

Mundo secreto e de fantasias

A criança faz seus pensamentos mágicos e suas projeções, vivenciando suas fantasias e conversas secretas, aprendendo a lidar com um mundo subjetivo, ou seja, começa a perceber aspectos ligados à abstração, como a expressão “cabeça-dura”, que não é uma cabeça dura como pedra, mas sim uma expressão que significa alguém teimoso. É o que aparece, nesse mundo do faz de conta. Nele, a criança “conviverá” com os mitos, os super-heróis, as lendas, tendo sentimentos de medo, de choro, risadas súbitas, cujo objetivo é ajudá-la no desenvolvimento.

É importante lembrar aos pais que, como toda fase de desenvolvimento, esta também vai passar, ou seja, por volta dos 6 ou 7 anos de idade, quando as funções de memória, lógica e inteligência já estão com um desenvolvimento mais avançado, tais fantasias tendem a passar. A partir dessa época, a criança passa a vivenciar sensações de angústia e ansiedade, as quais, muitas vezes, são mais intensas do que podemos imaginar, e nem sempre estão ligadas às experiências anteriores, mas sim ao próprio desenvolvimento infantil.

Fragilidade

Você se lembra quando foi para a escola pela primeira vez? Para alguns indivíduos, esse evento foi muito desejado e esperado. Já para outros, ir para a escola foi extremamente triste e difícil, por terem dificuldade de conviver com outras pessoas que não o pai e a mãe.

Ao expressar seus medos (escuro, novas situações, chuva, vento forte ou de qualquer situação desconhecida) a criança mostra toda a fragilidade daquilo que não consegue dominar ou perceber a fonte. Portanto, cria seu próprio universo, seu mundo de fantasia, no desejo de resolver seus medos, trabalhar suas angústias e seus desejos, dando vida aos brinquedos, dando vozes aos seus bonecos. Por volta dos três anos de idade, a criança inventa um companheiro imaginário para conversar e brincar. Geralmente, esse personagem é bom, prestativo e é dirigido e comandado por ela, o que lhe dá uma sensação de controle e poder.

Se você perceber bem, quantas vezes já pegou sua filha dando bronca nas bonecas, assim como você faz como ela? E seu filho, reproduzindo cenas de violência que vê na TV ou mesmo em casa, com seus soldadinhos fortes e poderosos?

Esteja atento

Fique alerta para o cuidado com janelas ou objetos que possam gerar algum perigo para os filhos. Lembro-me de uma amiga, cujo filho, vestido de homem-aranha, subiu na janela do apartamento para tentar saltar, pois ele tinha “poderes mágicos” de escalar paredes e ele não cairia. Ufa! Que susto! Nesses momentos vividos pela criança, faz-se necessário o redobrar de cuidados, principalmente com janelas ou objetos que ofereçam perigo, pois ela pode se sentir tentada a imitar o modo de atuar de seus personagens.

Lembre-se de que não apenas os pais querem ter sucesso no papel de cuidadores e responsáveis pelo crescimento da criança, mas, da mesma forma, esta expressa seus conflitos e suas angústias no seu modo de brincar, de reagir com o grupo; como o adulto, ela [criança] tem alta expectativa de não decepcionar os genitores, que são as figuras mais importantes e dos quais ela tem grande dependência física e emocional.

O que quero dizer com tudo isso é que vocês, pai e mãe, podem aprender muito conhecendo as fases de desenvolvimento da criança e, com isso, estabelecer um relacionamento próximo e com muito amor e compreensão, algo essencial para o crescimento emocional sadio dela.

 

Por Elaine Ribeiro dos Santos, via Canção Nova 

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