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“Você não pode usar crucifixo”. A história da menina cristã adotada por uma família muçulmana

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Aconteceu em Londres. Os islamistas também criticaram o Natal e proibiram a menina de comer carne de porco

Respeito pela religião cristã? Para parte dos muçulmanos isso ainda está longe de acontecer. É o que demonstra esta história, que vem de Londres.

A protagonista é uma menina cristã enviada em adoção pelos serviços sociais do distrito de Tower Hamlets – umas das regiões mais multiculturais de Londres – a duas famílias muçulmanas, apesar de os pais terem sido contra (Corriere della Sera, 28 de agosto).

 “Toucinho é proibido”

Quando ela chegou à casa da família que a acolheu, a menina contou que eles tiraram sua correntinha com o crucifixo e logo a impediram de comer seu prato italiano preferido, spaghetti alla carbonara, um presente que sua mãe lhe deu antes que a levassem. “Aqui é proibido comer o toucinho, porque é porco”, disseram-lhe.

 “O Natal é uma estupidez”

Eles também falaram que o Natal é uma estupidez e que as mulheres europeias são alcóolatras. Em uma das casas, a mãe usava um nicabe, enquanto na outra a mulher vestia burca. Ambas tinham o rosto completamente cobertos, por isso, a comunicação visual das famílias de acolhida foi complicada.

A notícia foi dada com exclusividade pelo diário The Times (28 de agosto), que teve acesso a documentos do município. Um supervisor dos serviços sociais, que pediu anonimato, contou que a menina chora, está muito angustiada e pede para não voltar mais para a casa da família, “pois eles não falam inglês”.

A lei britânica pede que, na escolha da família adotiva, os profissionais levem em conta “a religião, a bagagem linguística e cultural, além da raça”.

As autoridades do bairro de Tower Hamlets se limitaram a dizer ao Daily Telegrah (28 de agosto) que as famílias adotivas respeitam a identidade cultural das crianças, e não comentaram até agora a falta de respeito com a identidade da menina.

Atualização: Segundo informa o Daily Telegraph, a juíza Khatun Sapnara – muçulmana – determinou que a menina voltasse à sua família de origem. No entanto, o diário britânico diz que a família adotiva havia sido selecionada pelo imã Shakeel Begg, acusado de promover o extremismo islâmico na Inglaterra.