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Qual é o tipo de culto que os católicos prestam às imagens

Marinelson Almeida / CC
Réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida na Catedral de Brasília
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Existem os cultos de latria, hiperdulia e dulia, e, de modo relativo, eles têm relação também com as imagens e símbolos

Uma das mais correntes “acusações” contra os católicos, feitas por quem desconhece a doutrina, é a de que nós, católicos, “adoramos ídolos”. A propósito dessa interpretação errônea (e muitas vezes manipulada), oferecemos as seguintes considerações do Pe. Julio Maria, Missionário de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, em seu livro “A mulher e a serpente”, de 1930:

O culto das imagens não somente nunca foi proibido, como foi ordenado por Deus.

Examinemos agora qual é o culto que devemos prestar às imagens.

O culto devido à imagem, como ensina São Tomás, é aquele que é devido a seu exemplar, porém de um modo diferente. O exemplar é honrado por si mesmo, enquanto a imagem o é por causa do exemplar. O primeiro se chama culto ABSOLUTO; o segundo é o culto RELATIVO. Deste modo, o exemplar e a imagem formam um ÚNICO OBJETO de veneração.

Isso explica que nunca honramos uma imagem por si mesma, mas unicamente pelo objeto que ela representa; e que as honras que lhes tributamos são tanto maiores quanto maior é o objeto que representam.

Deus, como soberano Senhor, merece um culto de adoração absoluto (em grego, “latria”); as imagens de Jesus Cristo merecem o mesmo culto, mas de modo relativo.

Maria Santíssima, como Mãe de Deus, merece um culto de super-veneração absoluto, abaixo de Deus e acima dos santos (em grego, “hiperdulia”). As imagens de Maria Santíssima merecem o mesmo culto de hiperdulia, mas de modo relativo.

Os santos, por serem amigos de Deus, merecem o culto de veneração absoluto (em grego, “dulia”). As suas imagens merecem o mesmo culto, mas de modo relativo.

Se descêssemos da ordem sobrenatural à ordem natural, encontraríamos a mesma distinção aceita por todos.

Os súditos de um reino devem a seu chefe um culto de respeito; os filhos devem a seus pais um culto de amor filial; os amigos devem a seus amigos um culto de amizade, e este culto é devido de modo absoluto às suas pessoas e de modo relativo às imagens que os representam.

O patriota deve à sua terra um culto de patriotismo absoluto, e deve à bandeira o culto relativo, embora a bandeira, como objeto material, seja apenas um pedaço de pano; mas, como objeto representativo, simbólico, é o coração da pátria que pulsa em suas dobras.

Pelo que precede, vê-se que há três maneiras de se considerar uma imagem:

1º Como objeto material, isto é, a matéria de que é feita: desse ponto de vista, nenhuma imagem merece um culto.

2º Como um objeto santo, como seria uma coisa sagrada; por exemplo, a Bíblia. Deste ponto de vista, o objeto merece respeito e veneração, mas inferior ao que se tributa ao protótipo.

3º Como objeto formal, isto é como representação do protótipo. Desse ponto de vista, merecem também um culto relativo, como sendo a expressão de um objeto que merece um culto absoluto.

Assim, a Cruz, os pregos e a lança devem ser honrados com um culto de latria relativo. As imagens de Maria Santíssima, com um culto de hiperdulia relativo; e as imagens e relíquias dos santos, com um culto de dulia relativo.

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Pe. Julio Maria, em “A mulher e a serpente”, 1930