Aleteia

A festa do Santíssimo Nome de Maria

Fra Angelico, Domínio Público
Compartilhar
Comentar

Celebrada em 12 de setembro, ela incentiva os fiéis a se confiarem a Deus pela intercessão da Sua Santa Mãe

A Igreja celebra no dia 12 de setembro o Santíssimo Nome de Maria, festa instituída para incentivar os fiéis a se confiarem a Deus pela intercessão da Sua Santa Mãe, conforme o próprio Jesus nos recomendou em várias ocasiões, com destaque para o episódio das Bodas de Caná e para o momento culminante da história da Redenção, quando, ao pé da cruz, a entregou como mãe a todos os seus discípulos, representados por São João Apóstolo e Evangelista.

A festa do Santíssimo Nome de Maria foi autorizada em 1513 na Espanha e estendida para toda a Igreja do Ocidente em 1683 pelo Papa Inocêncio XI, como ação de graças pela vitória cristã sobre os otomanos na decisiva Batalha de Viena.

O nome da Virgem

Quem nos apresentou o nome de Nossa Senhora no Novo Testamento foi o evangelista São Lucas:

O nome da virgem era Maria” (Lc 1, 27).

A própria Mãe de Deus revelou o significado de seu nome a Santa Matilde, em episódio comentado por São Luís Maria Grignion de Montfort no livro “O Segredo do Rosário”. Nossa Senhora disse àquela santa:

“O nome de Maria, que significa Senhora da luz, indica que Deus me encheu de sabedoria e luz, como astros brilhantes, para iluminar os céus e a terra”.

Oração para invocar o Nome de Maria

Santo Afonso Maria de Ligório, no livro “Glórias de Maria“, nos propõe uma oração para invocar o nome da Santíssima Virgem:

Grande Mãe de Deus e minha Mãe, ó Maria!

É verdade que não sou digno de proferir o vosso nome; mas vós, que me tendes amor e desejais a minha salvação, concedei-me, apesar da minha indignidade, a graça de invocar sempre em meu socorro o vosso amantíssimo e poderosíssimo nome, pois é ele o auxílio de quem vive e a salvação de quem morre.

Puríssima e dulcíssima Virgem Maria, fazei que seja o vosso nome, de hoje em diante, o alento da minha vida. Senhora, não tardeis a socorrer-me quando vos invocar, pois, em todas as tentações que me assaltarem, em todas as necessidades que me ocorrerem, não quero deixar de vos chamar em meu socorro, sempre repetindo: Maria! Maria!

Assim espero fazer durante a vida; assim espero fazer, particularmente, na hora da morte, para ir, depois, eternamente louvar no céu o vosso querido nome, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria!

A jovem que se livrou do diabo graças ao nome de Maria

O mesmo Santo Afonso Maria de Ligório, no capítulo décimo de “As Glórias de Maria”, nos relata uma popular história piedosa a respeito de um episódio que teria ocorrido por volta do ano 1465.

Na localidade holandesa de Güeldres morava uma jovem chamada Maria, que havia ido até a cidade de Nimega para levar um recado, mas ali sofreu um tratamento agressivo de parte de uma tia. Retornando ofendida e com raiva, ela invocou a ajuda do demônio, que lhe apareceu em forma de homem e impôs algumas condições para auxiliá-la:

– Não te peço outra coisa: de agora em diante, não faças mais o sinal da cruz. Também mudarás de nome.

– Não farei mais o sinal da cruz, mas não mudarei o meu nome de Maria. Gosto muito dele.

– Então não te ajudarei.

Depois de muita discussão, a jovem e o diabo chegaram a um acordo: ela se chamaria apenas pela primeira letra do nome de Maria, M. Depois desse pacto, ambos foram para Amberes, onde a jovem levou má vida durante seis anos na companhia diabólica até lhe dizer, certo dia, que desejava voltar para a sua terra. O demônio detestou a ideia, mas consentiu. Chegados a Nimega, viram que estava sendo representada em praça pública a vida de Santa Maria.

Ao ver a representação, a pobre M começou a chorar, pois, no fundo, a sua frágil devoção à Mãe de Deus continuava viva. O companheiro a puxou pelo braço para levá-la dali, mas ela resistia. Vendo que a perdia, o diabo a levantou, enfurecido, e a jogou para o meio do teatro.

A jovem foi se confessar com o pároco, que a remeteu ao bispo e este ao Papa. Depois de ouvir sua confissão, o Pontífice lhe impôs como penitência levar sempre três argolas de ferro: uma no pescoço e as outras nos braços.

A jovem Maria obedeceu e se retirou como penitente a um mosteiro em Maastricht, onde viveu durante quatorze anos. Certa manhã, notou, ao levantar-se, que as três argolas tinham se rompido. Passados mais dois anos, ela morreu com fama de santidade e, conforme um pedido que tinha feito em vida, foi enterrada com aquelas três argolas: elas simbolizavam que, de escrava do inferno, a jovem pôde transformar-se em feliz escrava de Maria Santíssima, sua libertadora.

Boletim
Receba Aleteia todo dia