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Nova York: capela católica próxima ao Memorial do 11 de Setembro pode ser fechada

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Arquidiocese diz que não consegue pagar o reajuste do aluguel; sobreviventes do ataque terrorista e paroquianos lutam para manter o local aberto

Uma capela católica localizada do outro lado da rua de onde ficavam as Torres Gêmeas de Nova York está prestes a fechar as portas. O motivo: a igreja não consegue pagar o aluguel do prédio, que sofreu um reajuste.

De acordo com reportagem do site PIX11, aqueles que reconhecem a importância da capela, que serviu como centro de comando e concentração de bombeiros, voluntários e profissionais de resgate durante o ataque terrorista, além de um local de apoio e conforto para os sobreviventes e famílias das vítimas, estão tentando manter o lugar aberto.

“Do outro lado da rua estava o abismo da morte, tragédia”, diz Sally Regenhard, que perdeu seu filho Christian, um bombeiro, no 11 de setembro. “E, na capela de São José, famílias encontraram conforto e uma forma de superar tudo aquilo”.

Após uma Missa, na noite anterior aos eventos que lembraram os 16 anos do 11 de setembro, um grupo de famílias de sobreviventes e paroquianos se reuniu para uma coletiva de imprensa e para definir estratégias, a fim de manter a capela aberta.

De acordo com a reportagem o aluguel aumentou de US$ 75 mil por ano para R$ 300 mil. A Arquidiocese de Nova York informou que não consegue pagar esse reajuste.

Durante o ataque terrorista, a igreja foi fortemente danificada pela fumaça, poeira e entulhos. Mas foi reformada em 2005 e declarada pelo cardeal Edward Egan como memorial católico no Marco Zero. A igreja contém obras de arte originais, incluindo esculturas de São Floriano, santo padroeiro dos bombeiros, São Miguel Arcanjo, padroeiro dos policiais e São José, padroeiro dos trabalhadores.

Um grupo pede que a cidade mantenha o local funcionando, mas não como uma igreja. Uma das propostas é que o local se torne um centro comunitário e histórico.

“Este local é icônico, é parte da nossa história”, disse Michael Ragazzo, um sobrevivente do 11 de setembro, ao PIX11. “[A capela] deveria permanecer aqui para preservar essa história”, finaliza Ragazzo.

 

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