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Por que o Papa Francisco beija os doentes e deformados?

© DR
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O Papa não está apenas dando um bom exemplo: os gestos de Francisco fazem brilhar a profunda verdade da mensagem cristã

Como o Papa Francisco pôde ter beijado aquele homem desfigurado, coberto de verrugas e tumores? Como ele pôde beijar a deformidade? E agora ele vem novamente e abençoa e abraça um outro homem com rosto terrivelmente desfigurado.

São Francisco beijou um leproso. Se você já viu um leproso, percebeu que, em estágios avançados, eles se parecem com o homem que o Papa Francisco beijou. Se você já viu vítimas que precisaram de transplante de rosto, percebeu o horror e desespero que elas sentem todos os dias, como também a repulsa e rejeição dos outros ao vê-las.

A lepra cobre o rosto de erupções, feridas e deformidades. Confira as fotos de antes e de depois de São Damião de Veuster, sacerdote belga que passou a vida servindo os leprosos na ilha de Molokai, onde acabou contraindo a doença e também morrendo em decorrência dela.

O que leva as pessoas a abraçarem o horror? O que as leva a entrar nos lugares mais difíceis da compaixão? O que pensar de Santo Isaac Jogues, o missionário jesuíta cujos dedos foram extraídos por bárbaros Mohawks? Depois de conseguir escapar e retornar à França, ele pediu para voltar aos Mohawks, onde sofreu mais agonias e foi decapitado.

Por que Damião de Veuster partiu para Molokai? Ele se ofereceu. Por que Isaac Jogues voltou aos Mohawks? Ele disse que os amava. Por que São Francisco beijou um leproso? Por que Santa Catarina de Sena beijava as feridas deles? Todos les viram ali a beleza. Por que Jorge Bergoglio beija o homem doente e abençoa o desfigurado? Por que eles fazem essas coisas quase incompreensíveis?

Eles estavam querendo aparecer? Estavam loucos?

Não. Eles estavam fazendo o que queriam. Algo aconteceu a essas pessoas comuns para fazê-las querer o que a maioria de nós gostaria de afastar para bem longe.

O que essas pessoas radicalmente radiantes, como Francisco, Damião e Isaac, demonstram é algo que os ortodoxos chamam de "divinização". Nós vemos brilhar em suas vidas a profunda verdade da mensagem cristã. Elas não estão simplesmente dando um bom exemplo. É algo mais do que isso.

Essas pessoas foram transformadas em seu interior. Elas se tornaram totalmente vivas. Como o apóstolo Paulo ensina, elas alcançaram a plena humanidade de Jesus Cristo. Divinização significa que a pessoa tornou-se semelhante a Cristo. Elas vêem o mundo à Sua maneira. Pensam em linha com Seus pensamentos. Sentem ao modo de Jesus. E fazem o que Ele fez. Elas se tornaram não apenas bons homens, mas homens-divinos.

Apesar de todas as falhas humanas, dos clérigos perversos, das hierarquias corruptas e da multidão de maus católicos, este ainda é o coração da fé católica: não apenas fazer o bem, mas se tornar um com a própria Bondade.

No século III, o teólogo Irineu disse: "A glória de Deus é homem plenamente vivo". Os santos nos mostram o que isso significa. É ser inundado pela grandeza de Deus. O poder e a profundidade desse pensamento, na cabeça de pessoas como as citadas, ultrapassa o que podemos imaginar.

Pensávamos que ser cristão se referia a obedecer regras e ficar longe de problemas. Pensávamos que se fôssemos bons meninos e meninas e acreditássemos nas histórias que nos contavam quando crianças, seríamos capazes de um dia entrar no Céu.

Isso não é religião. É um conjunto de boas maneiras. A verdadeira religião é efervescente e perigosa. Tem pouco a ver com ser apenas bonzinho, e tudo a ver com ser pessoas reais. A história da religião é embarcar na missão de encontrar esta grande realidade.

Infelizmente, a humanidade não consegue suportar muita realidade, T.S. Eliot meditou. O fato é que a maioria de nós prefere que nossa religião seja um conjunto tímido de boas maneiras. Assim é seguro. Cristo, o Tigre, tem sido domado, e a humanidade tem perdido as garras.

A ideia de que possamos ser completamente transformados em tudo o que fomos criados para ser é assustadora. Soa parecido com o que T.S. Eliot chamou de "uma condição de completa simplicidade, que custa não menos do que tudo".

O Papa Francisco beijou a deformidade porque ele quis. E esse querer prova que uma verdadeira e surpreendente mudança interior é possível.

E se é possível para Bergoglio, também é possível para mim e para você.

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