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Das ruínas da guerra, a homilia arrepiante do padre que salvou o “soldado Ryan”

Pe. Francis Sampson e Desembarque na Normandia
Pe. Francis Sampson e soldados na Normandia - Fotos de Domínio Público
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O breve e extraordinário sermão do mítico Padre Sam após o Dia D, perante uma igreja em ruínas

O verdadeiro resgate do “soldado Ryan”

Em um dos mais aclamados filmes de guerra produzidos por Hollywood em todos os tempos, o personagem de Tom Hanks recebe das autoridades militares norte-americanas a missão de localizar e resgatar um certo soldado Ryan em plena Segunda Guerra Mundial. Trata-se do único sobrevivente dentre quatro irmãos enviados à França para combater os nazistas: os outros três morreram durante o Desembarque na Normandia, evento-chave da história do conflito e que passou para a posteridade como o “Dia D“. Acontece que as cartas com a notícia da morte de nada menos que três filhos tinham chegado ao mesmo tempo às mãos da mãe dos quatro jovens, conforme é retratado em uma das cenas mais devastadoras de “O Resgate do Soldado Ryan“.

O que muita gente não sabe é que a história do filme se baseou nos fatos reais que envolveram os irmãos Niland. O fictício soldado Ryan se chamou, na realidade, Fritz Niland, e ele realmente perdeu os três irmãos no Dia D.

Menos gente ainda sabe que o real responsável pelo resgate do último soldado Niland foi um sacerdote católico: o lendário capelão da 101ª Divisão Aerotransportada, o pe. Francis L. Sampson (1912-1996), cuja história arrepiante foi relatada em seu livro de memórias Look at Below: A Story of the Airborne by a Paratrooper Padre (“Olhe para baixo: uma história da Aerotransportada, escrita por um padre paraquedista”, publicado em 1958).

Foi o Padre Sam, como era chamado pelas tropas, quem encontrou e repatriou aos Estados Unidos o soldado Fritz Niland, localizado na praia francesa que tinha recebido o codinome de Utah Beach.

Além deste episódio extraordinário, o Padre Sam viveu dezenas e dezenas de outros que conseguem nos arrepiar.

Um deles é o que relataremos a seguir.

A homilia perante as ruínas

Poucos dias depois do Desembarque na Normandia, ele celebrou a missa para um grupo de enfermeiras numa igreja que tinha sido quase completamente bombardeada. Só tinham ficado em pé duas paredes e… as imagens de Cristo, de São Pedro e de São Paulo, um fato que todos ali consideraram inexplicável.

Diante daquelas ruínas – e daquelas imagens milagrosamente preservadas, o pe. Sam fez esta breve e inesquecível homilia:

“A imagem nua do Galileu pendurado na cruz sempre inspirou amor e ódio. Nero quis fazer da cruz uma imagem odiosa, levando os cristãos à morte, denegrindo-os, incendiando Roma com cruzes humanas em chamas. Juliano, o Apóstata, disse que conseguiria que o mundo esquecesse o homem da cruz, mas, na sua agonia final, teve de confessar: ‘Tu venceste, Galileu’. Os comunistas proíbem a sua presença porque temem o seu poder contra os seus desígnios perversos. Hitler tentou substituir a imagem de Nosso Senhor na cruz por uma estúpida suástica. Invectivas, falsas filosofias, violência… Todo tipo de instrumento diabólico já foi empregado para arrancar o Cristo da cruz e o crucifixo da igreja.

Mas, como as bombas que caíram sobre esta capela, só conseguiram destacá-la mais e mais. A imagem que amamos cresce cada vez mais em nosso entendimento pela veemência do ódio das pessoas más. Cada um de nós tem esta imagem sagrada impressa na alma. Como esta capela, somos templos de Deus. E não importa se estamos despedaçados pelas bombas, pela tragédia, pelas provações e pelos ataques: a imagem do Crucificado ficará de pé se assim nós quisermos.

Renovemos ao pé desta cruz as nossas promessas batismais. E prometamos que a Sua imagem revestirá para sempre o nosso coração”.