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Como fazer a pergunta certa sobre a busca da felicidade

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Jaime Septién - publicado em 24/10/17

As vidas mais significativas muitas vezes não são as extraordinárias: são as vidas comuns vividas com dignidade

Emily Esfahani Smith, escritora e pesquisadora da Universidade de Stanford, recentemente lançou um livro em que fala sobre a ansiedade que os “vencedores” das redes sociais trouxeram aos estudantes universitários atuais (The Power of Meaning: Finding Fulfillment in a World Obsessed With Happiness).

Ela afirma que os jovens de hoje “querem desesperadamente mudar o mundo, mas muitos pensam que viver uma vida significativa exige fazer algo extraordinário e atrair atenção, como se tornar uma celebridade do Instagram, iniciar uma empresa de sucesso, ou acabar com uma crise humanitária”.

Essas obsessões – em parte, resultado de novas tecnologias e da capacidade inovadora que estas implicam – fazem com que muitos jovens acreditem que ter uma vida extraordinária é algo normal. Isso é o que eles aprendem na internet. Mas isso não é apenas uma ilusão; é um erro que pode levar a muita dor.

Viver com dignidade

Esfahani Smith observa que passou os últimos cinco anos entrevistando dezenas de pessoas sobre o que dá sentido à sua vida e também leu “milhares de páginas de pesquisa de psicologia, filosofia e neurociências para entender o que realmente traz satisfação das pessoas”.

O que ela descobriu foi que “as vidas mais significativas muitas vezes não são as extraordinárias. São as vidas comuns vividas com dignidade”.

Ela continua a dar o exemplo de um livro de George Eliot, Middlemarch, que conta a história de dois personagens que começam suas novas vidas com aspirações idealistas, apenas para ver seus sonhos frustrados. No entanto, um dos dois personagens aprende a encontrar significado na vida, precisamente porque descobre “o que é uma vida significativa: conectar e contribuir para algo além de si mesmo, de qualquer forma humilde que seja possível”.

Encontrando significado em coisas simples

É verdade que muitos jovens adultos não serão famosos e nunca alcançarão os objetivos idealistas que estabeleceram para si mesmos. Mas isso não deve decepcioná-los ou fazê-los querer se retirar da vida. Não ser o próximo Mark Zuckerberg “não significa que suas vidas não terão importância e não valerão a pena. Todos nós temos um círculo de pessoas cujas vidas podemos tocar e melhorar – e podemos encontrar nosso significado nisso”, diz ela.

Além disso, ela observa que o campo da psicologia que se concentra no “significado da vida” confirma a sabedoria do livro de Eliot: o significado da vida não é encontrado no sucesso ou no glamour, mas nos atos diários de autodoação. “As pessoas que veem suas ocupações como uma oportunidade para servir sua comunidade encontram mais significado em seu trabalho”, diz ela.

E ela sugere que os jovens reflitam sobre o seguinte: “Você não precisa mudar o mundo ou encontrar seu único propósito verdadeiro para ter uma vida significativa. Uma vida boa é uma vida de Deus – e é algo a que alguém pode aspirar, não importa seus sonhos ou circunstâncias”.

Emily Esfahani Smith também tem uma TED Talk sobre os quatro pilares de uma vida com sentido, intitulada “Há mais na vida do que ser feliz”. Tem também em português o livro O Poder do Sentido: Os Quatro Pilares Essenciais para uma Vida Plena.

Tags:
DepressãoFelicidadeValores
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