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Paleontólogos encontram pegadas de dinossauro carnívoro gigantesco

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Uma equipe internacional de paleontólogos descobriu no sul da África pegadas fossilizadas de uma nova espécie de dinossauro carnívoro gigantesco, que viveu há duzentos milhões de anos.

As pegadas são as maiores já encontradas de um terópode no continente africano.

A julgar por seu tamanho – 57 x 50 centímetros – o dinossauro deveria ter nove metros de comprimento por quase três metros de altura no nível do quadril, segundo os cientistas que descobriram as pegadas e cujo estudo foi publicado nesta quarta-feira na revista Plos One.

Este dinossauro tinha quatro vezes o tamanho de um leão, explicam os pesquisadores das universidades de Manchester, Cidade do Cabo e São Paulo.

A nova espécie, batizada de “Kayentapus ambrokholohali”, pertence ao grupo dos mega-terópodes, gigantes bípedes como o Tiranossauro Rex (T. Rex), que viveu no continente americano e media cerca de doze metros.

As pegadas foram encontradas na antiga capa geológica em Lesoto, que tem cerca de 200 milhões de anos. Esta zona está coberta de fissuras ocasionadas pela seca no solo, sinal da presença de um rio pré-histórico.

É a primeira prova da presença de gigantescos terópodes carnívoros neste ecossistema, dominado por uma variedade de dinossauros herbívoros, onívoros e carnívoros de tamanho muito menor, explicaram os pesquisadores.

Esta descoberta também é importante porque revela que estes gigantescos dinossauros já estavam presentes no Jurássico Inferior. Até o momento, os paleontólogos acreditavam que os dinossauros deste tipo no período eram menores, com entre três e cinco metros de comprimento.

Terópodes gigantes como el T. Rex surgiram apenas no Cretáceo, que começou há 145 milhões de anos, segundo fósseis e pegadas encontrados.

“Esta descoberta é o primeiro indício da presença de gigantescos dinossauros carnívoros no Jurássico Inferior em Gondwana, o continente pré-histórico meridional que logo se dividiu para formar a África e outras massas de terra”, assinala Lara Sciscio, pesquisadora da Universidade da Cidade do Cabo.

“Estas gigantescas pegadas são muito exclusivas. Só há outro lugar com 200 milhões de anos onde foram encontradas pegadas similares, e fica na Polônia”.

(AFP)