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Relíquia com o sangue de São João Paulo II é furtada de santuário na Itália

© Aleteia Image Partners
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Furtos de relíquias têm sido tristemente frequentes no país e costumam ser cometidos por duas motivações principais

Ladrões que se passaram por visitantes furtaram do altar maior do santuário italiano de Monte Castello algumas relíquias que incluíam o sangue do Papa São João Paulo II e fragmentos de um osso do Beato Jerzy Popiełuszko, sacerdote polonês assassinado em 1984. Embora só tenha sido divulgado hoje, o furto ocorreu há uma semana e está sendo investigado pela polícia italiana.

As relíquias foram doadas ao santuário em 2014 pelo arcebispo emérito de Cracóvia, o cardeal Stanisław Dziwisz, que tinha sido secretário pessoal de São João Paulo II.

CC

O padre Popiełuszko

O pe. Jerzy Popiełuszko foi duramente perseguido pelo regime comunista na Polônia e chegou a sobreviver a uma sabotagem que lhe causou um grave acidente de carro em outubro de 1984. Na semana seguinte, ele foi sequestrado e espancado por três oficiais do regime, que depois o jogaram ao rio Vístula – não morto, mas ainda vivo e amarrado a uma bolsa de pedras para submergir e morrer afogado. O assassinato teve motivações religiosas e políticas, já que o sacerdote manifestava claramente a incompatibilidade entre comunismo e autêntica fé cristã. Com a enorme comoção que o crime despertou em toda a Polônia, os assassinos e um dos seus superiores acabaram sendo condenados.

Outros furtos de relíquias na Itália

Os roubos e furtos de relíquias católicas têm sido tristemente frequentes na Itália e, em sua grande maioria, são cometidos basicamente por duas motivações: ou para pedir resgate em dinheiro ou para profanações em rituais satânicos.

Alguns casos que repercutiram especialmente:

Philippe Lissac / AFP
  • Em junho de 2017, foi furtada uma ampola com os restos do cérebro de São João Bosco preservadas como relíquia na basílica de Castelnuovo d’Asti, norte do país. A polícia italiana conseguiu recuperar o relicário, que havia sido furtado por um homem de 42 anos, com antecedentes criminais, que pretendia vender o relicário. Ele achava, erroneamente, que o relicário fosse de ouro maciço.
  • Em 2014, já tinha sido furtada outra ampola de cristal contendo sangue de São João Paulo II. Esta relíquia acabou sendo recuperada porque, não tendo grande valor de mercado, os ladrões a abandonaram num terreno baldio.
  • Em 2011, São João Bosco já tinha tido outra relíquia furtada: ladrões levaram o seu dedo, que estava preservado em uma igreja de Alassio, em Gênova.
  • Em 1991, tinha sido a vez de Santo Antônio de Lisboa e Pádua. O chefe mafioso Felice Maniero tinha ordenado o crime para pressionar o Estado italiano a libertar um familiar do presídio.

Profanação da Eucaristia

Ainda mais comuns e mais graves que o furto de relíquias são os furtos de hóstias consagradas, ou seja, do Corpo de Cristo nas formas da Santíssima Eucaristia, para ser profanado em cultos satânicos.

Um dos casos confirmados e que mais repercussão tiveram em tempos recentes foi o do grupo satanista Dakhma de Angra Mainyu, baseado em Oklahoma, nos EUA. O fundador do grupo chegou a anunciar publicamente estar em posse de uma hóstia consagrada que seria profanada em uma missa negra – realizada, aliás, com a permissão formal das autoridades públicas locais, em pleno Centro Cívico daquela cidade, sob a alegação de tratar-se de um “direito civil”.

ACI Digital

Contra esse ato de aberta agressão à fé alheia houve uma onda de repúdio dentro e fora dos Estados Unidos, com dezenas de pequenas e grandes manifestações públicas sendo realizadas em diversas cidades – inclusive com a participação ativa de pessoas de outros credos, indignadas com o atropelo perpetrado em nome de uma interpretação elástica e parcial do “direito à liberdade de culto”. A arquidiocese entrou na Justiça para reaver a hóstia consagrada, dado que ela havia sido roubada. Confira o caso acessando este artigo

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