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“Padre Sertanejo” e o assédio das mulheres: “Quando um não quer, dois não brigam”

Padre Sertanejo Alessandro Campos
Padre Alessandro Campos - Reprodução
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O que o pe. Alessandro Campos declara sobre o seu jeito de evangelizar

O padre redentorista Alessandro Campos ficou famoso no Brasil inteiro como apresentador de programas de televisão que dão espaço à música sertaneja de raiz, entendida como veículo cultural eficaz para o resgate de valores universais como a família natural, o trabalho, a vida simples e a harmonia com a natureza, além, é claro, da vivida pelo homem do campo no dia-a-dia.

Apelidado de “Padre Sertanejo“, ele faz jus a essa “descrição” inclusive no vestuário, com suas calças jeans justas, as botas e os chapéus brancos – e, por isso mesmo, costuma ser tanto elogiado quanto criticado.

Em uma passagem pela cidade maranhense de Imperatriz em julho deste ano, o padre respondeu ao site local Imirante sobre o assédio das mulheres:

“Quando um não quer, dois não brigam (risos). Eu tenho para mim o seguinte: o mais importante é a gente não perder o foco. Eu sei muito bem quem eu sou, para que eu vim, quais são os meus limites, até aonde eu posso chegar e até aonde as pessoas podem chegar. E esses ditados populares são muito sábios. Quando um não quer, dois não brigam. Quando eu chego, eu já chego impondo um respeito. Sou uma pessoa alegre, feliz, muito extrovertida. Mas existe uma certa barreira, porque eu sou sacerdote e, como sacerdote, como padre, eu dou o respeito e exijo respeito. A gente exige respeito e dá o respeito”.

O padre redentorista, que já tem 10 anos de sacerdócio, afirma que, ao lançar mão da música sertaneja como forma de aproximação do cotidiano das pessoas, está seguindo a recomendação do Papa Francisco: que a Igreja chegue até as periferias da existência.

“Estou fazendo exatamente aquilo que a Igreja me pede, que o Papa Francisco tem pedido. Quando o Papa Francisco veio pela primeira vez ao Brasil, logo que ele assumiu o pontificado, ele disse que nós deveríamos sair da sacristia e ir ao encontro do povo. Eu entendo que o trabalho que eu tenho feito ao longo desses últimos anos é isso. É saindo da sacristia, indo em busca das pessoas, sendo um padre missionário, viajando por todo o Brasil, levando a alegria, a fé de uma forma diferente, uma pedagogia diferente, mas o mesmo Evangelho.

O Papa Francisco, o Papa emérito Bento XVI, João Paulo II, também nos pregaram isso, que nós deveríamos evangelizar, que a Igreja precisava de uma nova evangelização. Essa nova evangelização não é um novo Evangelho, é o mesmo Evangelho, é o mesmo Jesus, pregado de diversas formas. A Igreja Católica Apostólica Romana tem essa riqueza: ela se une numa grande diversidade. Nós chamamos isso de unidade na diversidade. Existem várias pastorais, vários movimentos, e essas várias pastorais e movimentos se unem no mesmo Evangelho para uma mesma luta, para uma mesma missão. É isto o que eu estou fazendo”.

Batina

Há entre o clero e entre os fiéis católicos diversos pontos de vista a respeito do uso permanente da batina por parte dos sacerdotes. Os três seguintes artigos apresentam algumas dessas diferentes considerações:

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Bispo decreta: todo padre nesta diocese deve usar batina!

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