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O que fazer quando as crianças tiverem pesadelos?

SLEEP
Valentyn Volkov - Shutterstock
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Assustados, aos gritos, com muito choro e angústia. Muitas vezes, é assim que nossos filhos acordam depois de um sonho ruim

À medida que a imaginação das crianças se desenvolve, os pesadelos se tornam mais frequentes e impactantes. Mas isso faz parte do desenvolvimento psicológico delas. São momentos desagradáveis tanto para as crianças quanto para os pais, que, às vezes, se sentem impotentes diante da angústia gerada pelos sonhos ruins. No entanto, é importante entender a origem de tudo isso e como os pesadelos funcionam. Isso fará com que os pais compreendam melhor os comportamentos mais adequados para tranquilizar a criança e detectar indícios da necessidade de procurar um médico. Confira:

O que é um pesadelo?

Segundo o livro Le sommeil, physiologie et pathologie [O sonho, psicologia e patologia], de Lucile Garma, Fabienne Laffont e Roger Verley, um pesadelo é um sonho traumático que acorda a criança. Acontece na segunda parte da noite, durante a fase do sono paradoxal. A criança é capaz de se lembrar de tudo e contar o sonho. Por isso, elas encontram dificuldades em voltar a dormir.

Mas é preciso diferenciar os pesadelos dos terrores noturnos, que acontecem com mais frequência na primeira parte da noite, e são acompanhados por alucinações e palavras incoerentes. No dia seguinte, a criança não se lembra desses sonhos.

Como regra geral, os pesadelos representam a expressão de um mal-estar difuso da criança, que se submeteu a alguma situação em que teve dificuldades de lidar. Exemplos: acontecimentos sociais ou familiares, como mudanças, doenças, divórcio e chegada de um novo filho à família. As emoções do dia se expressão de forma metafórica nos pesadelos.

Porém, os pesadelos também ajudam a criança a entrar no mundo dos adultos. Eles revelam suas frustrações, seus desejos e medos. São naturais e necessários para o desenvolvimento psicológico.

 O que fazer quando a criança tiver um pesadelo?

Durante a noite

Para começar, quando o pesadelo ocorrer no meio da noite, é preciso ter em mente que as crianças menores de três anos não sabem diferenciar realidade e imaginação. Portanto, é aconselhável consolá-las, acender a luz do quarto por um instante, oferecer um copo de água e explicar a elas que vocês (pais) também tiveram medo quando eram crianças. Não é aconselhável dormir com seu filho: tranquilize-o o tempo que for preciso, mas passar a noite com ele fortalecerá seu medo quando ele estiver sozinho.

A partir dos quatro anos, a criança entende melhor a diferença entre sonho e realidade. Faça com ela um passeio pelo quarto, pela casa e mostre que não há nada de perigoso. Lembre seu filho que você está lá para protegê-lo e que ele pode voltar a dormir tranquilamente.

No dia seguinte

No serviço de epileptologia clínica, transtornos do sono e pesquisas neurofuncionais pediátricas do Hospital Femme-mère-enfant de Lyon, na França, alguns especialistas estudam o transtorno do sono em crianças. Sob a supervisão do professor Franco, a equipe recebe crianças que dormem mal e pais preocupados. Os pesquisadores prepararam um folheto para orientar a todos, especialmente sobre os pesadelos.

Um dos conselhos é desenvolver a capacidade da criança de controlar suas imagens mentais e ensiná-las a expressar suas dificuldades. Isso ajudará os pequenos a ter mais controle sobre seus pesadelos, que até então pareciam aterrorizantes e incontroláveis. Para os especialistas, uma boa técnica é utilizar o desenho. É necessário pedir que a criança reproduza a imagem do pesadelo em um papel. Os pais devem discutir sobre a cena e tentar conduzir o filho para uma mudança de cenário com um final mais favorável. Também podem incentivar a criança a descarregar sua raiva no desenho, cortando-o, amassando-o e jogando-o no lixo.

Outra ideia é pendurar um pôster de um herói, um personagem de quem a criança goste muito ou uma foto da família perto da cama, a fim de tranquilizar os pequenos. O objetivo é utilizar a imaginação das crianças como arma contra o pesadelo, levando o tempo que for necessário para compreender sua origem e permitir que elas expressem seus medos e frustrações. Claro, seria muito inútil repreender seus filhos quando eles acordarem durante a noite. Eles se sentiriam culpados e não seriam capazes de aliviar suas frustrações.

Como regra geral, a comunicação com os filhos é importantíssima para evitar os pesadelos. Não hesite em discutir com eles, perguntando o que pensam sobre o que sonharam, se têm alguma pergunta ou medo. Ao mostrar que você está disponível e ao oferecer-lhes segurança, eles se sentirão livres para expressar suas ansiedades. Assim, é menos provável que essas ansiedades e angústias se transformem em pesadelos. Por outro lado, antes de dormir, evite as histórias de terror, filmes e programas de tv que possam assustar a garotada.

Quando consultar um especialista?

 Se seu filho o chama com frequência durante a noite por causa dos pesadelos, mas afirma que não se lembra deles, desconfie. Talvez se trate apenas de uma desculpa para ter sua atenção ou presença. Pense na importância do ritual da hora de dormir, que é muito tranquilizador para as crianças e faz com que eles sintam sua disponibilidade até a hora de ir realmente para cama.

Depois, se os pesadelos continuarem e se eles tiverem um tema recorrente, que persiga seus filhos durante o dia, isso pode ser um sinal de que é preciso procurar um profissional de saúde.

O conselho de um psicólogo ou psiquiatra infantil seguramente será muito útil, principalmente se os pesadelos deixam as crianças estressadas, com dificuldades para se acalmar ou com medo de ir para a cama sozinhas.

 

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