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O que pensar da nudez na arte contemporânea?

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Padre Paulo Ricardo - publicado em 20/11/17

Embora um Apolo nu do Renascimento esteja tão sem roupas quanto um modelo qualquer da arte moderna, as duas artes não servem ao mesmo propósito

Tem-se ouvido bastante, ultimamente, que o chamado “nu artístico” desde sempre existiu. Já respondemos a essa alegação em nosso último episódio de “A Resposta Católica”:

Agora, cabe explicar que diferenças há entre a nudez retratada na arte clássica e a nudez exposta pela arte contemporânea. Embora um Apolo nu do Renascimento esteja tão sem roupas quanto um modelo qualquer da arte moderna, as duas artes não se equivalem, tampouco servem ao mesmo propósito.

Na arte clássica, como já dissemos, a nudez era uma expressão cultural da Antiguidade, que costumava retratar os deuses e os atletas nus. Na Idade Média, graças à catequese cristã, os corpos humanos foram cobertos, a fim de deixar transparecer as almas que lhes davam forma. Como efeito de uma decadência da civilização cristã, porém, o Renascimento acabou resgatando aquela característica da arte clássica, seguido pelo Barroco e pelo Neoclassicismo, nos séculos próximos.

Na arte contemporânea, ao contrário, a nudez deixou de ser simplesmente o efeito de um retorno do paganismo para se tornar um verdadeiro instrumento de revolução e destruição do que ainda resta de cultura cristã em nossos dias. A nudez que simplesmente imitava a Antiguidade agora é colocada na arte para chocar, dessensibilizar e erotizar as pessoas, a fim de “problematizar”, “desconstruir” os valores morais que tanto lhes são caros. Os artistas modernos, portanto, fazem de seu mister uma ferramenta de transformação social, consoante a proposta marxista de revolução cultural.

O problema é que isso fica, evidentemente, nas entrelinhas. Suas intenções escondidas e suas intenções declaradas não são a mesma coisa. Em público, eles aparecem como favoráveis à “liberdade de expressão” e quem quer que proteste contra o que estão fazendo é imediatamente acusado de tentar “censurá-los”. A nós cabe sermos inteligentes e não comprarmos tão facilmente a ideia que a classe artística — juntamente com a grande mídia — procura nos vender, sob o risco de tornarmo-nos vítimas deste processo bem orquestrado de desinformação cultural e manipulação das consciências.

Para fazer o download do áudio deste episódio, clique aqui.

Tags:
Arte
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