Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

A beleza de uma tradição do Advento que anda esquecida

Compartilhar

A Missa “Rorate” é celebrada no escuro e antes do amanhecer

A escuridão se apoderou do mundo e aumenta a cada dia. No entanto, há esperança pela chegada de dias mais iluminados. Sim, existe uma luz neste lugar escuro – e essa Luz reina triunfante.

A Igreja torna esta verdade ainda mais visível com uma antiga tradição – um tanto esquecida, é verdade – que é chamada de “Missa Rorate Caeli”. Essa celebração é em memória de Nossa Senhora e recebe esse nome por causa das primeiras palavras da antífona em latim cantada no início da Missa, a antífona Rorate caeli, que significa “Derramai, ó Céus”.

A Missa é mais comum nas comunidades que seguem o Rito Romano, mas também é uma opção para as paróquias que celebram na língua vernácula.

Uma particularidade dessa Missa é que ela é celebrada no escuro, apenas com as luzes das velas. Ela também deve acontecer aos sábados e antes do amanhecer. Seu simbolismo é enorme; uma expressão extrema do Advento.

Como é normalmente celebrada de madrugada, os cálidos raios de sol vão iluminando lentamente a igreja. Isso é um reflexo do tema geral do Advento, um tempo de expectativa e espera ansiosa pela chegada do Filho de Deus, a Luz do Mundo.

Na Igreja primitiva, Jesus era representado como Sol Invictus,o “Sol Invicto”, e o dia 25 de dezembro, no mundo pagão, era conhecido como Dies Natalis Solis Invicti (Dia Do Nascimento do Sol Invicto).

Santo Agostinho faz referência a este simbolismo em um de seus sermões: “Alegremo-nos, irmãos; alegrem-se e exultem os povos. Este dia se tornou sagrado para nós não pelo sol visível, mas por seu criador invisível, quando uma virgem mãe, de suas entranhas fecundas e na integridade de seus membros, trouxe ao mundo, feito visível por nós, seu criador invisível”.

Jeff Geerling CC

Conectado com este simbolismo está o fato de esta Missa ser celebrada em memória da Santíssima Virgem Maria, que também é chamada de “Estrela da Manhã”. Astronomicamente falando, a “Estrela da Manhã” é o planeta Vênus, que é visto com mais claridade no céu antes do amanhecer e depois do por do sol.

A Virgem Maria é a autêntica “Estrela da Manhã”, sempre mostrando-nos ao seu Filho. Desta forma, a Missa “Rorate” nos lembra do papel de Maria na história da Salvação.

Também nos lembra que a escuridão da noite sempre é vencida pela luz do dia. É uma verdade simples, mas de que frequentemente nos esquecemos, especialmente quando pensamos que tudo parece nos destruir. Deus nos tranquiliza, dizendo-nos que esta vida é temporária e que somos forasteiros com destino ao Paraíso.

Também podemos encontrar um lindo flash de simbolismo no costume de todos os presentes na Missa “Rorate” segurarem uma vela acesa durante a celebração. Certamente, essa é uma forma prática de iluminar a igreja. Mas também simboliza que a escuridão pode ser vencida pela união de muitas luzes individuais.

Enfim, a Missa “Rorate” é uma bela tradição que nos ajuda a entrar no Tempo do Advento. Acima de tudo, nos ajuda a recordar e refletir sobre uma das verdades de nossa fé: a escuridão é uma sombra passageira e foge mais rapidamente quando vê uma multidão de luzes.