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Como surgiu o termo “lua de mel”?

JUST MARRIED

Shutterstock-Jack Frog

Adriana Bello - publicado em 23/11/17

Uma história que nem sempre foi doce

Sair de viagem depois do casamento é uma tradição. Inclusive, alguns casais pedem aos parentes que os presenteiem com dinheiro, a fim de custear parte das despesas desta primeira escapada como casados. Mas você já parou para pensar de onde surgiu este costume?

Não há uma origem certa do termo “lua de mel” nem dessa da tradição. Por isso, achei que seria interessante contar as diferentes histórias ligadas à lua de mel. Vamos lá?

Cerveja e mel

As primeiras referências à lua de mel estão no século V, quando diferentes civilizações tomavam as fases da lua como calendário. Os noivos deveriam beber o “mead” (uma bebida alcóolica à base de mel) na primeira lua como casados, já que supostamente a bebida tinha propriedades afrodisíacas e isso poderia ajudar a conceber o primeiro filho. Disso teria surgido o termo “lua de mel”.

Os detalhes do ritual variavam de cultura para cultura. No caso dos babilônios, por exemplo, o pai da noiva deveria oferecer cerveja de mel ao genro durante um ciclo inteiro da Lua que viesse logo após a cerimônia. Já na Roma Antiga, era a mãe que dava mel ao casal todas as noites durante o primeiro mês de casados. O motivo: dar energia para ajudar na concepção.

Poetas ingleses

Os intelectuais britânicos fizeram uso do termo “lua de mel” em seus poemas pela primeira vez na metade do século XVI. Mas o termo não se referia a uma viagem, e, sim, como uma maneira – um pouco pessimista – de descrever o curto período de tempo depois do casamento, em que os recém-casados viam tudo lindo e doce. Mas, como uma Lua, tudo isso poderia mudar e a relação poderia se tornar distante, fria e misteriosa.

Sequestro

Em alguns povos (principalmente os nórdicos e asiáticos), o casal fugia e não realizava uma cerimônia formal. Isso era mais comum nas classes baixas, pois, dessa forma, o noivo não pagava o dote. Claro, eles não poderiam ser encontrados, pois, se isso acontecesse, o pai da noiva exigiria o retorno dela para casa. Então, o casal aparecia novamente somente quando a mulher estivesse grávida e oficializava a união, sem correr o risco de ter a união anulada.

Um assunto de família

Na Grã-Bretanha do século XIX, a lua de mel não era algo íntimo do casal, mas uma viagem que os noivos faziam para visitar os familiares e os amigos que não puderam comparecer ao casamento. Talvez essas viagens não tenham sido tão divertidas para os casais, mas deram margem para que a lua de mel se tornasse sinônimo de viagem e se transformasse no que é atualmente.

Hoje em dia

Há alguns anos, a lua de mel era sinônimo de férias de luxo. Mas hoje em dia, os casais reinventaram o conceito e há novas tendências interessantes: uma viagem de bem estar a um spa com muitas atividades ao ar livre e de relaxamento; alugar um carro e fazer uma grande rota com muitas aventuras ou – uma das minhas favoritas – lua de mel com voluntariado. Isso acontece geralmente na África e, além de conhecer lindas paisagens naturais, o casal pode ajudar pessoas necessitadas.

Para nós, católicos, o termo “lua de mel” também tem outro significado especial: o mel, além de lembrar a doçura, é um alimento incorruptível e faz referência a uma união que é para sempre.




Leia também:
Lua de mel: momento decisivo na relação conjugal

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