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Uma rede social para dar voz aos cristãos

SOCIAL CROSS LOGO

Warriors for Christ | Youtube

John Burger - publicado em 24/11/17

O site Social Cross foi criado depois que um de seus fundadores foi bloqueado na maior rede social do mundo

Existem várias alternativas ao Facebook, muitas delas para comunidades especializadas, como militares, fãs de Lego ou apreciadores de cerveja.

E também há muitas alternativas cristãs, como: Christian Like Me e Awestruck.

Agora, há uma nova, que foi fundada depois que os desenvolvedores identificaram uma atmosfera cada vez mais hostil para os cristãos no Facebook.

“Os conservadores e os cristãos estão constantemente sendo banidos[do Facebook] por dizerem verdades bíblicas”, diz Rich Penkoski, fundador da Social Cross. “Enquanto outros grupos podem explodir o ódio e o Facebook não faz nada”.

Penkoski disse que, quando publicou no Facebook suas crenças sobre homossexualismo baseadas na Bíblia, o gigante das redes sociais o bloqueou por 30 dias e ele foi atacado por muitos ativistas LGBT. Ele e sua família tiveram que sair da casa onde moravam devido às ameaças de morte.

“Então, muitas pessoas me perguntaram: já que o Facebook está se tornando cada vez mais anticristão, por que não criamos o nosso [Facebook]?” disse Penkoski em uma entrevista. Ele, a esposa dele, Amanda, e dois colegas fundaram a Social Cross, contratando a empresa Pas Softech, com sede na Índia, para construir o site.

Mas a Social Cross não é apenas uma reação a uma experiência negativa. Tem também uma razão positiva para a sua existência: “conectar os cristãos ao redor do mundo para unificar a nossa fé”, afirmou Penkoski. “Para conversar sem lutar, sem discutir … para derrubar esses muros que dividiram os cristãos durante todos esses anos… Poderemos, finalmente, chegar a um ponto em que unificaremos nossa fé em Cristo”, acrescentou o fundador da nova rede social.

“Os debates teológicos no Facebook tornam-se desagradáveis muito rapidamente “, observou Penkoski, veterano da Marinha e pai de seis crianças pequenas. “Há muita animosidade, muita raiva. Não temos nada disso na Social Cross. Tem sido muito agradável. Nós temos batistas, católicos, mórmons, metodistas. Todo mundo se dá bem”.

Penkoski estima que 70% das interações na Social Cross estão relacionadas à Teologia e 30% referem-se a assuntos ligados às famílias.

Ele disse ainda que a rede espera que os membros respeitem “os princípios bíblicos básicos”. O código de conduta do site proíbe qualquer uso de palavrões, descriminação racial, material adulto de sexo explícito e “palavras ou frases odiosas ou depreciativas”.

“Nós não vamos nos ameaçar. Não nos odiaremos”, afirmou o fundador, que acrescentou: “Há, obviamente, desentendimentos entre linhas confessionais. Mas isso não significa que vamos odiar alguém ou silenciar alguém. Acho que somos adultos e capazes de conduzir-nos de maneira bíblica”.

Mas ele faz questão de deixar claro: “há tolerância zero para promoção de assuntos LGBT, adultério ou coisas assim.”

Nos quatro meses de existência, a Social Cross já atraiu 12 mil membros. Um desafio que sua equipe teve que superar foi “conseguir que os cristãos se juntassem ao site e começassem a compartilhar publicações, por causa da falta de confiança” que eles tiveram com sua experiência no Facebook. “Somos muito ativos para garantir que certos trolls e certos elementos sejam removidos imediatamente”, observou , Penkoski.

A Social Cruz tem uma “Pesquisa da Bíblia” em sua página inicial para que os usuários possam procurar as Escrituras sem ter que sair do site. Ele também tem um chat ao vivo e em tempo real para facilitar o companheirismo entre os membros.

O site lembra muito o Facebook; tem um feed de notícias além de sugestões de amigos e participação em grupos e páginas especiais. Uma busca no site para o termo “católico” não apresentou resultados. Já depois da pesquisa por  “ortodoxo” apareceu uma página aparentemente criada por um membro chamado “Cristianismo Ortodoxo”, que tinha 11 “likes”, mas nenhuma publicação. Mas o site só tem quatro meses.

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