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Autoridade: teus filhos te obedecem por medo ou por amor?

CHILDREN
Yuganov Konstantin - Shutterstock
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Autoridade começa com “A” de amor

Nós, pais, devemos exercer uma autoridade inteligente e sábia; jamais tirana. Conseguiremos isso se estivermos presentes na vida de nossos filhos, educando-os com assertividade.

Nossos filhos dificilmente nos obedecerão se nós estivermos longe, se não estivermos presentes física e espiritualmente, se não nos comunicarmos com eles e se não alimentarmos os vínculo pais-filhos.

Como pais, além de falarmos com nossos filhos, devemos dar o exemplo. Assim, conseguiremos inculcar neles as boas condutas e virtudes. A palavra convence, mas o exemplo arrasta.

Quando os filhos nos obedecem por medo, a obediência não deixará raiz, pois foi semeada no autoritarismo e no castigo.

Por outro lado, quando eles nos obedecem por amor, mesmo que isso dê trabalho, essa obediência ficará enraizada, porque ela emanará da liberdade pessoal, de apostar nas escolhas do bem.

Este é o grande desafio dos pais de hoje: convidar os filhos à reflexão, até que eles se convençam de que o que estamos pedindo a eles não é um capricho nosso, mas algo que lhes “convém”.

Lembre-se de que o amor e respeito vêm de berço. E o respeito se inspira no amor, em procurar o bem para o outro.

Nós não viemos a este mundo para sermos amigos de nossos filhos, mas para sermos exemplos, modelos de vida. Mas atenção: o fato de não sermos amigos de nossos filhos não implica falta de comunicação ou de confidencialidade. Pelo contrário: nossa relação deve ser tão sólida a ponto de eles começarem a nos ajudar em qualquer problema.

Para isso, nossos filhos devem ter a certeza que nós os amamos como eles são, com suas virtudes e seus defeitos.

Com isso, o que vai acontecer é que nós, pais, seremos os primeiros a saber de tudo o que ocorre na vida deles. Ficaremos sabendo de problemas e situações pela boca deles. E se você precisar repreendê-los, eles saberão que não será por falta de amor.

Unificando critérios

Ainda hoje existem lares em que os pais dizem sobre os filhos homens: “quem os educa sou eu”. Essa é uma ideia absurda. É como dizer que as mães são encarregadas das filhas e os meninos são responsabilidades dos pais.

Para que a mensagem de autoridade não se quebre, cada um tem que aprender a respeitar a autoridade do outro: papai apoia sempre a decisão da mamãe e vice-versa.

Não existe nada que destrua tanto a autoridade em relação aos filhos como ensiná-los a manipular. Ou seja: eles pedem uma permissão para a mãe e, como ela não dá, então eles vão com o pai e ele diz sim.

O fato de um desautorizar o outro é fatal e perigoso, porque cria grandes confusões entre os filhos. A mensagem sempre deve ser unificada, com critérios únicos. Também é fundamental nunca colocar em xeque o juízo da autoridade ou decisão do outro diante das crianças.

Se, por algum motivo, não conseguirmos unir nossos critérios, por exemplo, quando um permite que os filhos durmam fora de casa e o outro não, é preciso buscar apoio externo. Mas sempre juntos.

Os pais devem ser os guias e formadores primários da vida dos filhos, dando-lhes todas as ferramentas necessárias para ajudá-los a ser independentes no futuro.

A ideia é que chegue esse momento em que eles não precisem mais de nós. Mas isso somente acontecerá se, verdadeiramente, oferecermos amor e ferramentas profundas para que eles se convençam de o que estamos apresentando a eles hoje é o melhor, é o que lhes convém.