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Cruz Vermelha na Bélgica cede a pressões e suprime os crucifixos dos seus centros

Cruz Vermelha e Crescente Vermelho

Julius.kusuma - Wikipedia (CC BY-SA 3.0)

Francisco Vêneto - publicado em 11/12/17

A entidade internacional se mostra incoerente e parcial, já que nos países muçulmanos adota símbolos explicitamente islâmicos

As filiais belgas da Cruz Vermelha receberam uma mensagem de e-mail enviada pelo Comitê Provincial de Liège pedindo que todos os crucifixos sejam retirados dos centros que essa organização internacional de ajuda possui no país.

André Rouffart, presidente da entidade em Verviers, confirma o fato:

“Eles nos pediram para respeitar os princípios da entidade (…) sem distinguir entre raças ou crenças religiosas”.

Rouffart afirmou que voluntários e outros membros da organização manifestaram descontentamento com a decisão, que consideram uma forma de censura. Um voluntário entrevistado pela rede belga RTL denunciou:

“Esta é a decadência da Bélgica. Substituímos o Natal pelas férias de inverno. O mercado natalino de Bruxelas agora se chama ‘Prazeres de Inverno’. As cruzes foram retiradas das casas da Cruz Vermelha e, especialmente, de Verviers, por causa de certa parcela da população”.

Ele se refere a pressões que estariam sendo exercidas por grupos muçulmanos.

As objeções islâmicas a símbolos da Cruz Vermelha que evocam o cristianismo não seriam novidade.

Em 1876, o Império Otomano se queixou de que a bandeira da Cruz Vermelha evocava raízes cristãs e, portanto, era ofensiva para os soldados muçulmanos. Diante disso, o movimento decidiu oficialmente promover a ideia de que a bandeira da Cruz Vermelha não evocava religião alguma, tratando-se da inversão das cores da bandeira da Suíça, país natal da entidade e referência de neutralidade. Mesmo assim, a cruz foi sendo substituída em países muçulmanos pelo símbolo islâmico da meia-lua (ou lua crescente) – no Irã, chegou a ser usado até 1980 o emblema persa do leão e do sol, ambos em cor vermelha, mas hoje o país também usa a meia-lua islâmica. O próprio nome da Cruz Vermelha, nessas nações, foi trocado para Crescente Vermelho.

É relevante observar que o nome e o símbolo islâmicos, mesmo sendo abertamente religiosos, não despertam crítica alguma. Só os símbolos cristãos é que podem ser criticados e combatidos, “em respeito à neutralidade e à liberdade religiosa“… E isso que a própria Cruz Vermelha afirma (questionavelmente, diga-se de passagem) que a cruz da sua bandeira não teve origens cristãs.

Em resumo: nos países muçulmanos, a Cruz Vermelha pode (e deve) suprimir a própria identidade para dar lugar a símbolos abertamente islâmicos. Já na Bélgica, uma terra do âmbito cristão que deu origem a essa organização filantrópica, o crucifixo deve ser retirado e escondido para não “ofender” os seguidores do islã, que, no país, somam 6% da população.

A democracia manda lembranças.

A partir de informações da agência ACI Digital

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