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Eu abandonei as redes sociais no Advento. E veja só o que aconteceu

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Theresa Noble - publicado em 12/12/17

As lições que uma “freira midiática” aprendeu ao dar um tempo do Facebook e Twitter

“Mas somos freiras da comunicação, como vamos abandonar as redes sociais?”

Uma irmã me fez essa pergunta depois de ver que eu tinha me desconectado das minhas contas do Facebook e Twitter durante o Advento.

Eu pensei sobre isso um pouco; para ser sincera, não muito. Creio que preciso de descansos das redes sociais para desconectar de verdade. As mídias sociais podem facilmente se transformar em usurpador de meu tempo livre, de minha energia e das minhas atenções pessoais.

Sem dúvida, como Filha de São Paulo, minha vocação para com Deus é evangelizar utilizando os meios de comunicação modernos. Mas não fui chamada por Deus para permitir que esses meios modernos me controlem. Por isso, faço pausas. E, com essas pausas, tenho a oportunidade de entender o impacto das redes sociais na minha vida.


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Aqui estão algumas das lições que aprendi durante este período:

– As redes sociais impedem o silêncio. Eu me surpreendia entrando no Facebook e Twitter, inclusive depois do início do Advento, de forma mecânica, como se eu estivesse no piloto automático. Sem perceber, eu começava a escrever a URL. Alguns dirão que esse é um sintoma de vício. Mas, na realidade, parece mais com algo a que eu me habituei para eliminar o silêncio. É algo que todos fazemos, sabia? Quebrar o silêncio nos ajuda a evitar coisas que temos que enfrentar: sentimentos complicados, dificuldades nas relações, aborrecimento etc;

– As redes sociais podem sobreviver sem mim. Procuro desculpas para permanecer nas redes sociais ou para usá-las mais do que deveria. Uma desculpa que sempre digo é que, seguramente, vou perder algo importante. E se alguém tiver um bebê? E se alguém se casar? Por fim, cheguei à conclusão que, se as pessoas não me enviam um cartão de Natal ou não pegam o telefone para me contar alguma coisa, é que, provavelmente, elas nunca foram minhas amigas ou amigos íntimos. Só o fato de os contatos sociais terem aumentado com as redes sociais não significa que agora temos que estar a par da situação de todos os conhecidos com quem cruzamos;

– Os descansos das redes sociais ajudam a nutrir as relações fundamentais. Às vezes, passo um tempão nas redes sociais, preocupando-me com pessoas que nem sequer conheço ou com quem eu perdi o contato. E me pergunto: por que essa pessoa deixou de me seguir? Ou: por que essa pessoa com quem eu não converso há mais de 10 anos de repente escreve um comentário cheio de raiva na minha publicação do Facebook? As redes sociais criam conexões com pessoas que não conhecemos ou com quem nos relacionamos só pela internet. Por um lado, isso é bom. Mas a energia que dedicamos a essas relações também é a energia que não dedicamos às pessoas que estão justamente diante de nós. Os descansos das redes sociais nos ajudam a reexaminar nossas prioridades, especialmente no que se refere à nossa relação mais importante: com Jesus.

E assim chegou à maior mudança que experimentei durante essa pausa das redes sociais no Advento. Como em todas as formas de penitência, o tempo que passei desconectada abriu mais espaço em minha vida.

Sempre percebi que, quando escolho uma penitência para o Advento ou para a Quaresma, aparecem outras pequenas coisas que preenchem os espaço vazio. E não são, necessariamente, coisas boas.

Se eu deixo o açúcar, começo a comer mais carboidrato. Se deixo o café, começo a beber mais chá. Se deixo o Facebook e o Twitter, passo mais tempo no Instagram. É algo normal e humano. Mas neste Advento, pedi ao Senhor que me dê uma mão para, ao menos, dar a Ele um pedaço deste espaço recentemente esvaziado. E creio que ele está me ajudando. Este Advento não tem sido perfeito. Mas está ganhando um caráter mais suave e mais lento, a pesar da correria que é a minha vida. E dou graças por isso.

Eu já estou pronta para o Natal!

Espero que vocês também estejam!

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