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10 pessoas que entregaram sua vida pelos demais em 2017

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Aleteia apresenta as testemunhas da caridade do ano

8) Rosemary Nyirumbe,

um futuro para as meninas-soldado de Uganda

A CNN a nomeou no passado a “Heroína do Ano”, pois ela deu um futuro a mais de duas mil mulheres vítimas de abusos e da violência do Exército de Resistência do Senhor (LRA), em Uganda.

Tudo começou há 16 anos. Rosemary Nyirumbe, religiosa das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus, percebeu que na escola que ela dirigia havia algumas meninas e jovens que tinham sido escravizadas pelo LRA, um dos grupos terroristas mais perigosos do mundo.

Algumas jovens lhe confessaram que seus abusadores as tinham forçado inclusive a matar parentes. Vítimas das piores atrocidades, suas vidas pareciam destruídas para sempre.

Irmã Rosemary não lhes fez mais perguntas. Abriu-lhes as portas de seu convento. Imediatamente começaram a chegar outras mulheres: algumas estavam grávidas em decorrência de estupros, outras tinham sido forçadas a combater como soldado, e agora tentavam fugir do horror.

Além de um teto, Irmã Rosemary lhes ofereceu a caridade cristã e a possibilidade de um futuro: formação profissional com cursos de culinária e costura. Hoje muitas são professoras ou costureiras, e estão entre as mais renomadas do país.

As bolsas fabricadas por elas são mundialmente famosas. Celebridades de Hollywood já compraram como gesto beneficente, chegando a pagar 5.000 dólares por peça.

9) Paolo Cortesi,

e o gesto de acolher os refugiados

O missionário passionista Paolo Cortesi foi eleito a “Pessoa do Ano” na Bulgária, o mais importante prêmio do país, por sua contribuição para a defesa dos direitos humanos.

É a primeira vez que se atribui esse prêmio a uma pessoa que não é de nacionalidade búlgara (padre Cortesi é de origem italiana). É também a primeira vez que se escolhe um representante de uma confissão religiosa.

Acolhendo a proposta do Papa Francisco, o padre Cortesi tinha acolhido em sua casa paroquial, na cidade de Bélene, uma família de refugiados sírios.

Sua decisão causou a ira de grupos radicais locais, que ameaçaram o sacerdote de morte. Apesar de tudo, o padre Cortesi não guarda rancor: “As pessoas daqui são boas, mas às vezes basta muito pouco para começar um incêndio”, ele disse, ao receber o prêmio com um sorriso.

10) Dominique de La Rochefoucauld-Montbel,

um príncipe a serviço dos mais necessitados

Dominique de La Rochefoucauld-Montbel, Grão-Hospitalário da Ordem de Malta, coordena uma das maiores organizações humanitárias do mundo, mas poucos jornalistas sabem disso.

Só nas águas do Mediterrâneo, nos últimos nove anos, esta instituição salvou, com seus barcos e equipes médicas, a vida de 53.712 imigrantes e refugiados que haviam se lançado na perigosa travessia rumo à Europa, partindo do Oriente Médio e da África.

Se bem que Dominique La Rochefoucauld-Montbel é príncipe, membro de uma das famílias mais antigas da nobreza francesa, ele está dedicando sua vida totalmente à assistência cristã aos mais necessitados.

Os números de seu trabalho de coordenação são imponentes: promove cerca de 2.000 projetos de ajuda em 120 países, animados por 100.000 voluntários, que são assistidos por 25.000 funcionários permanentes.

No último ano foram atendidas mais de 1,6 milhão de pessoas nos 435 centros apoiados por Malteser International, a organização não-governamental de assistência da Ordem de Malta.

No norte do Iraque, por exemplo, leva assistência aos refugiados em Dohuk, Erbil e Nínive, e gerencia clínicas móveis que conseguem chegar aos vilarejos mais remotos.

Na Síria, apoia o hospital pediátrico de Aleppo, cujo serviço de cuidados intensivos neonatais é único na região, estando preparado para atender bebês prematuros ou diagnosticados com doenças graves.

Quando perguntado sobre o porquê de fazer tudo isso, o príncipe responde: “Vemos Cristo nos enfermos e nos que sofrem. Vemos Cristo nos refugiados. O Evangelho diz: ‘tive fome, e me deste de comer; tive sede, e me deste de beber…’. Essa é a razão de ser membro da Ordem de Malta”.

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