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Protestos tomam as ruas do Irã desde quinta-feira

HONDURAS
AFP PHOTO / Orlando SIERRA
Supporters of Honduran presidential candidate for the Opposition Alliance against the Dictatorship coalition, Salvador Nasralla, clash with soldiers and riot police near the Electoral Supreme Court (TSE), as the country waits for the final results of the week-end's presidential election, in Tegucigalpa, on November 30, 2017.
Honduran President Juan Orlando Hernandez edged closer Thursday to winning a tense election as rival Nasralla said he will not recognize the result, claiming fraud. In a vote count dogged by computer failures and claims by Nasralla that the president was stealing the election, Hernandez had overturned a 5.0 percent deficit by early Thursday to lead by just 1.0 percent with 90 percent of the votes counted.
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País submetido durante anos a sanções internacionais por suas atividades nucleares, o Irã é palco, desde quinta-feira (28), de manifestações contra a situação econômica e contra o poder, as mais importantes nos últimos anos.

Embora o número de manifestantes tenha se limitado a algumas centenas de pessoas nos primeiros dias, esta foi a primeira vez – desde 2009 – que tantas cidades foram palco de protestos de cunho social.

Já chega a treze o número de mortos nos protestos. Mais de 400 pessoas foram detidas até agora, na capital e em outras cidades.

– Mashhad –

Em 28 de dezembro, centenas de pessoas se manifestaram na segunda maior cidade do país, Mashhad (nordeste), contra a alta dos preços, contra o desemprego e contra o governo de presidente Hassan Rouhani.

Segundo imagens de vídeo difundidas pela mídia reformista Nazar, os manifestantes gritavam “Morte a Rohani!” e criticaram os compromissos do governo no âmbito regional antes mesmo que no âmbito doméstico.

– Condenação de Washington –

Em 29 de dezembro, centenas de pessoas se manifestaram em Qom (norte), gritando “Morte ao ditador” e “Libertem os presos políticos”, segundo vídeos divulgados nas redes sociais. Outros manifestantes pediam ao regime que abandone seu apoio militar e financeiro aos movimentos regionais aliados para se ocupar de seu próprio povo.

O primeiro-vice-presidente iraniano, Eshaq Jahanguiri, acusou a oposição de estar por trás dos movimentos de protesto.

Os Estados Unidos condenaram as detenções.

“Os dirigentes iranianos transformaram um país próspero, dotado de uma história e de uma cultura ricas, em um Estado relegado à deriva, que exporta principalmente violência, banho de sangue e caos”, disse em um comunicado o Departamento de Estado.

– ‘Manifestações ilegais’ –

Em 30 de dezembro, o regime também lançou milhares de pessoas às ruas para celebrar o aniversário da grande mobilização pró-governo que marcou o fim da contestação contra a reeleição na Presidência de Mahmud Ahmadinejad em 2009.

O ministro iraniano do Interior pediu à população que não participe de “manifestações ilegais”.

À tarde, centenas de pessoas protestaram no bairro da universidade, expressando sua rejeição ao governo, antes de serem dispersados pela polícia.

O presidente americano, Donald Trump, reiterou suas advertências em relação ao poder iraniano, afirmando que “os regimes opressivos não podem durar para sempre”.

– Manifestantes mortos –

Dois manifestantes morreram na madrugada de 31 de dezembro durante confrontos na cidade de Dorud (oeste), indicou o vice-governador da província de Lorestan, Habibollah Khojastehpur, assegurando que as forças de segurança não atiraram contra os manifestantes.

O governo advertiu os manifestantes, dizendo: “Aqueles que destroem os bens públicos, criam desordem e atuam na ilegalidade devem responder por seus atos e pagar o preço”.

O acesso às redes sociais Telegram e Instagram de dispositivos móveis voltou a ser suspenso.

As autoridades acusam grupos “contra-revolucionários” com sede no exterior de utilizar estas redes para convocar manifestações e utilizar coquetéis Molotov e armas de fogo.

O presidente Rouani reconheceu neste domingo que o governo deve “permitir um espaço” para que a população possa expressar suas “inquietudes diárias”, mas condenou “a violência e a destruição de bens públicos”.

Na noite deste domingo, violentos protestos aconteceram em uma dezena de cidades. Um policial iraniano morreu e outros três ficaram feridos por disparos de fuzil em Nayafabad, no centro do Irã.

Segundo a emissora pública iraniana, seis pessoas foram mortas por “tiros suspeitos” em Toyserkan (oeste). Mais cedo, outras quatro já haviam morrido em Izeh (sudoeste) e Doroud (oeste).

– ‘Agitadores’ –

Em 1 de janeiro de 2018, Rohani declarou que o povo iraniano responderá os “agitadores e descumpridores da lei”. O presidente iraniano qualificou os contestadores de “pequena minoria que (…) insulta os valores sagrados e revolucionários”.

O presidente americano Donald Trump afirmou que “chegou o momento da mudança” no Irã.

O ministério das Relações Exteriores russo, estimou “que se trata de um assunto interno iraniano”. “Qualquer intromissão estrangeira que desestabilize a situação é inadmissível”, acrescentou.

(AFP)