Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Aleteia

Um homem comum, com esposa, filhos e… os estigmas da Paixão de Cristo!

Per gentile concessione dell'Associazione per la Causa di Canonizzazione di Irving "Francis" Houle | Facebook
Compartilhar
Comentar

Irving "Francis" Houle: as chagas de Jesus Crucificado, experimentadas em carne própria

Alguns santos puderam sentir literalmente em carne própria o sofrimento de Cristo na Cruz, como São Francisco de Assis, Santa Catarina de Siena e, mais perto da nossa época, o santo Padre Pio. Todos eles receberam o dom misterioso, doloroso e fascinante dos estigmas da Paixão.

Essa lista, porém, também traz um homem como nós: Irving “Francis” Houle, um pai de família dos Estados Unidos.

Irving Francis Houle
Irving Francis Houle - Reprodução

Irving nasceu em 1925, numa família católica de sete filhos, que rezava o terço todos os dias durante a Quaresma e fazia a Via Crúcis todos os domingos depois da Missa. À parte a devota vida espiritual, sua vida era a típica classe média do meio-oeste americano.

O jovem se formou no ensino médio em 1944, em plena fúria da Segunda Guerra Mundial, e, no dia seguinte à formatura, entrou no exército. Foi servir na Europa, na África e no Oriente Médio. Recebeu medalhas de reconhecimento e boa conduta. Retornou à sua casa em 1946, já terminada a guerra.

Seguindo o exemplo paterno de coerência e espontaneidade com a própria identidade de jovem católico, Irving se casou com Gail LaChapelle em 1948. Tiveram cinco filhos: Stephen, Peter, John e os gêmeos Matthew e Margo. Enquanto trabalhava para criar a família no norte do Michigan, Irving continuou ativo como paroquiano e membro dos Cavaleiros de Colombo.

Ele tinha 67 anos quando, na Sexta-Feira Santa de 1993, os estigmas começaram a se manifestar. Irving contou a um de seus irmãos e ao padre Robert Fox que Jesus lhe aparecera na Quarta-Feira de Cinzas daquela mesma Quaresma e dissera:

“Estou tirando as tuas mãos e te dando as minhas… Toca-as”.

Na Sexta-Feira Santa, o inchaço que tinha ficado cada vez mais notável nas suas mãos se abriu e começou a sangrar.

Walter Casey, um policial aposentado a quem o bispo pedira que acompanhasse Irving em todos os momentos, explicou que, da meia-noite às 3 da manhã, durante 365 dias por ano, o amigo sofria as chagas da Paixão de Cristo. Irving chegou a lhe dizer que Nossa Senhora o tinha visitado 19 vezes e afirmado que traria muita gente até ele e o levaria também a muita gente.

Estima-se, de fato, que Irving tenha orado individualmente por mais de 100 mil pessoas – que iam até ele e esperavam horas para, entre lágrimas e choros de emoção, vê-lo, tocá-lo e beijar as suas mãos, que ele estendia sobre as pessoas por quem rezava.

Irving Francis Houle
Irving Francis Houle - Reprodução

Irving “Francis” Houle nunca buscou atenção pessoal, doações ou apoio financeiro. Era inflexível em atribuir toda cura a Deus e em dizer que ninguém devia olhar para ele, mas para Cristo como a verdadeira causa de quaisquer graças, físicas ou espirituais.

Ele faleceu no primeiro sábado de 2009, aos 83 anos. Fazia mais de quinze que sofria os estigmas de Cristo. Aliás, é um dos poucos leigos ao longo da história da Igreja que viveram na própria carne este fenômeno místico dolorosíssimo, impactante e inexplicável.

Dois bispos da diocese de Marquette, no Michigan, dom James H. Garland e dom Alexander K. Sample, não encontraram qualquer irregularidade na atividade de Houle e deram a ele a sua bênção. Atualmente está em curso a sua causa de beatificação.

Irving Francis Houle
Irving Francis Houle - Reprodução

Houle escreveu a seguinte oração:

Oh, meu Jesus!

Meu coração pesa tanto!

O que Tu carregas é pesado demais para mim.

Deixa-me, Jesus meu, carregar um pouco a Tua cruz, só para saberes que eu me importo.

Olha para mim, Senhor amado, com os olhos da Tua misericórdia.

Que a Tuas mãos curadoras estejam sobre mim.

Se for a Tua vontade, dá-me saúde, força e paz.

Amém.