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Por que você não deveria se casar com sua alma gêmea

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PIXABAY

Ashley Jonkman - publicado em 22/01/18

O testemunho de uma mulher: apenas o tempo, o trabalho e o compromisso podem realmente juntar duas almas

“Mas ele é minha alma gêmea?”

Fazia essa pergunta a mim mesma repetidamente à medida que meu namoro com o meu agora marido progredia. Depois de alguns meses de namoro, eu terminei o relacionamento com ele porque eu não tinha certeza de ter a resposta certa.

Lamentei essa decisão por muitas razões, e nós, de fato, voltamos a ficar juntos, mas a questão ainda me incomodava – e se nós não fossemosalmas gêmeas? E se não estivéssemos destinados a estar juntos, predestinados em virtude de nossas almas correspondentes? Claro, nós éramos compatíveis de muitas maneiras… nós dois somos músicos, nós amamos o exterior e compartilhamos a coisa mais importante em nossas vidas, nossa fé. Mas eu me preocupava que estivesse faltando algum tipo de selo místico de aprovação, evidência de que nossas almas estavam predestinadas a estar juntas, muito antes de termos nos encontrado.

Tinha curiosidade em saber por que havia muitas maneiras pelas quais éramos opostos totais: depois de uma longa semana, ele só queria relaxar em casa e eu estava pronta para ver o mundo. Seu gosto pelos filmes era bastante… militarista; eu prefiro assistir a um drama. Nosso relacionamento era instável, em grande parte porque eu tinha expectativas irrealistas de como seria um relacionamento perfeito. Eu preenchi um perfil de namoro on-line antes de conhecê-lo, e o número infinito de opções para encontros me deu a impressão de que sempre havia outra opção ao virar a esquina.

As pessoas que buscam o amor hoje podem realmente ter muitas opções. Elas têm inúmeros aplicativos e sites de namoro que permitem tudo, desde conexões até a busca de um parceiro para a vida. As pessoas podem ajustar e reescrever sem parar seus perfis, tentando continuamente garantir que elas atrairão o tipo certo de correspondência. As opções infinitas de como se apresentar podem ser esmagadoras.

E aplicativos como o Tinder podem fazer com que as pessoas sintam que tudo que é necessário é um olhar e “arrastar a tela” para decidir se alguém é digno de um relacionamento. Eu me pergunto se eu era culpada de mentalmente afastar – e rejeitar – potenciais companheiros no passado, sempre esperando que alguém um pouco mais perfeito viesse.

Antes de conhecer meu marido, meus relacionamentos mais duradouros foram de apenas alguns meses. Assim que encontrava algo, mesmo um pouco desagradável sobre alguém, acabava prontamente com o relacionamento. Se ele gostasse demais de esportes, ou se ocasionalmente tivesse cabelos oleosos, ele estava perdido. Eu estava procurando uma pessoa que acabaria por encontrar minha longa lista de expectativas, e o novo mundo da tecnologia de namoro favorecia essa fantasia.

“Eles eram bons o suficiente para mim?”, me perguntava. Em minha mente, eu era muito boa – e qualquer cara que eu namorasse deveria ser perfeito. Se eu tivesse uma longa lista de critérios para um marido, pensei que estava certa: as atitudes contemporâneas sobre namoro implicam que todos tinham uma combinação perfeita; os sites de namoro on-line prometem verificar cada um desses critérios. É desnecessário dizer que meu orgulho era um problema. Esta atitude de “O que eles podem me dar?” era prejudicial e destrutiva, e, na verdade, é preguiçosa. Construir um relacionamento é realmente construir alguma coisa. É preciso trabalho. E eu também tinha que fazer a minha parte, e isso significava reconhecer que todos no mundo – mesmo um homem que parece perfeito em um site – tem falhas. Isso significava reconhecer que eu também tenho falhas que alguém teria que tolerar.

Meu marido e eu reconciliamos, e eu decidi, pela primeira vez, confrontar o fato de que ele não era perfeito – e eu também não.

À medida que nosso relacionamento cresceu mais seriamente, e eu ainda lutava com a questão da alma gêmea, procurei conselhos de amigos mais velhos, mais sábios, e felizmente casados ​​havia tempo. Uma amiga me lembrou que, claro, sempre haveria alguém de melhor aparência, mais rico, mais divertido, mais atlético, entre outras coisas, do que seu cônjuge. Mas eles se escolheram, para a vida, e a vida que eles estavam construindo juntos só adoçaria com o tempo.

Ela estava absolutamente certa.

Há temporadas em um casamento. Às vezes, essas estações são estressantes e agitadas, como as quatro vezes em cinco anos que nos mudamos. Às vezes, as estações são cheias de diversão, e nos regozijamos com a benção do nosso casamento, verdadeiramente gratos um pelo outro.

No entanto, chegar aos bons tempos leva muito trabalho. Estudo, carreira, crianças, finanças, uma casa e outros milhões de obrigações.

Eu me sinto mais conectado com meu marido quando nós deliberadamente tiramos um tempo para nós – quando fazemos uma escolha para passar o tempo juntos, ou trabalhar na comunicação, ou quando abordamos um projeto ou um problema juntos. Quando estamos trabalhando ativamente para nos servir, o amor cresce. Quando saímos do nosso caminho para fazer coisas um para o outro, nossos sentimentos de amor e estar apaixonados aumentam. É este trabalho que nos aproxima, e nossas almas também.

Eu posso dizer honestamente que eu amo meu marido 10 vezes mais do que no dia do casamento, há apenas seis anos. A riqueza do nosso relacionamento só foi aprimorada ao experimentar os nascimentos de nossos filhos, fazendo uma nova vida em um novo Estado (mais vezes do que gostaríamos), trabalhando através do conflito e perdoando um ao outro. Claro, houve muitos momentos difíceis, e houve algumas vezes quando me perguntei se poderia haver alguém “melhor” lá fora para mim.

E talvez, em um aplicativo, exista. Eu aposto que há alguém lá fora que é melhor no basquete, ou é melhor cozinheiro do que meu marido. Pode haver alguém, em algum lugar, que possa parecer “melhor”, mas esses tipos aparentemente superiores certamente terão suas próprias falhas. Talvez esses homens não fossem tão alegres, tão rápidos em perdoar, tão (às vezes) aventureiros como meu querido homem. Além disso, ele é meu e eu sou dele e nos comprometemos a trabalhar nisso. Quando você se casa, você aprende que não há almas gêmeas, porque uma alma gêmea seria um parceiro ideal, perfeito. E ninguém neste mundo é perfeito.

A doçura da nossa amizade só cresceu ao longo do tempo. Isso é verdade para muitos casais – você conhece aqueles que, após 35 ou 45 anos de casamento, são mais fortes do que nunca. Os casais que ainda se dão as mãos e vão a encontros. Não tenho certeza de que seja possível dizer, depois de apenas alguns anos de casamento, se meu marido é minha alma gêmea. É realmente o “esticar” – o trabalho para perdoar as falhas uns dos outros e tentar abordar a nossa própria falha – que cria um vínculo e uma intimidade que simplesmente não existe a partir do primeiro momento. Nós escolhemos fazer nossa vida juntos; nós escolhemos para sempre unir nossas duas almas. Isso é o que um dia nos fará almas gêmeas.

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