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“Rambo” salva freiras carmelitas de mais um incêndio criminoso no Chile

fire Chapel of Candelaria
María Eugenia Coeymans | FACEBOOK
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Cachorro latiu freneticamente e acordou as irmãs a tempo, em um dos vários incêndios provocados durante a visita do Papa Francisco

As religiosas carmelitas de Panguipulli, no coração do Chile, escaparam ilesas de um incêndio criminoso graças à ajuda de Rambo.

Não, este não é um trecho de nenhum filme de ação. É um caso real que poderia ter terminado em tragédia.

No sábado passado, 20 de janeiro, um incêndio se espalhou de madrugada pela capela de La Candelaria, das irmãs carmelitas, na província chilena de Valdivia. As religiosas dormiam no convento junto à capela e foram acordadas pelos latidos frenéticos de Rambo, o cachorro dos vizinhos, que despertou o convento inteiro.

Acionados então pelas irmãs, os bombeiros chegaram rapidamente e impediram que o fogo se alastrasse da capela para o convento. As impressionantes imagens do incêndio, espalhadas pelas redes sociais, deixam claro que as chamas poderiam ter sido mortais se as irmãs não tivessem sido acordadas a tempo.

Incêndios provocados se tornaram “habituais” no Chile

Os bombeiros comentaram, a respeito das chamas que consumiram a capela de 80 anos:

“Voltamos a ter uma das capelas mais bonitas da região reduzida a escombros”.

Eles se referem ao aumento nos casos de incêndios provocados nos últimos anos, especialmente contra igrejas católicas no sul do Chile. Só no contexto da visita do Papa Francisco, ocorrida de 16 a 18 deste mês, houve quatro casos, que incluíram bombas de fabricação caseira e panfletos com ameaças contra o pontífice: “As próximas bombas serão dentro da sua batina”.

A superiora carmelita, Maria Daniela, afirmou não entender a violência contra a sua comunidade:

“Somos mulheres de paz. Este é um oásis de paz. Você tem que se colocar na presença de Deus. É uma pena saber que há pessoas que se dedicam a fazer o mal, porque você sabe que o mundo não avança com o mal”.

Além das igrejas, os bandidos atacaram três helicópteros de combate às chamas, uma escola e um sítio produtivo, todos num período de duas semanas. Sem se identificarem com clareza, eles afirmam, em seus panfletos, “agir pelos direitos dos ameríndios mapuches” e “exigir a libertação de todos os presos políticos do mundo”.

Para isto, será que o jeito mais eficaz é provocar incêndios covardes e criminosos?