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“Africanas precisam do aborto para sair da pobreza”? Uma africana responde…

Obianuju Ekeocha
Obianuju Ekeocha - Captura de Tela via YouTube
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…e detona a repórter abortista da BBC que tinha feito essa afirmação enviesada, manipuladora e repleta de preconceito

Obianuju Ekeocha, carinhosamente chamada pelos amigos de Uju, é a presidente da organização pró-vida Culture of Life Africa, que promove no continente africano a cultura da família, do matrimônio, da maternidade, da paternidade e da santidade da vida humana.

Uju é nigeriana, mas grande parte da sua atuação como ativista pró-vida é exercida no Reino Unido. Com frequência, ela ouve absurdos a respeito da África e de como as mulheres africanas, do ponto de vista dos abortistas ocidentais, “precisariam” ter mais acesso ao aborto como “meio indispensável para superar a miséria” (!)

Uju voltou a se ver diante desta afirmação ofensiva, mentirosa e raivosamente ideológica durante uma entrevista que concedeu em 11 de julho de 2017 a uma jornalista da rede britânica BBC. Em um programa da BBC World News dedicado ao Dia Mundial da População, Uju representou a Sociedade para a Proteção dos Não Nascidos. A entrevistadora Babita Sharma teve a infelicidade de afirmar que “as mulheres africanas precisam do aborto e da contracepção para sair da pobreza“.

E foi então que Uju lhe deu esta resposta:

“A minha salvação da pobreza foi a educação, não a contracepção. E há muitas outras mulheres que caminharam pelo mesmo caminho que eu, sem terem que recorrer à contracepção fornecida pelo governo britânico ou pelo governo dos Estados Unidos”.

Uju completou, com veemência, que a pobreza se combate com alimento, água e cuidados médicos básicos.

A jornalista martelou então o batido e infundado “dogma” laicista de que o aborto e a contracepção seriam um “direito humano básico”. Em vez de se comportar como entrevistadora, que, supostamente, deveria ouvir a opinião da entrevistada, Babita Sharma se mostrou defensora ferrenha do seu próprio ponto de vista, interrompendo a ativista, misturando assuntos de maneira forçada e, praticamente, tentando obrigar Uju a concordar com suas falácias.

A ativista pró-vida, no entanto, não se deixou abalar e recordou à entrevistadora que as mulheres africanas não estão pedindo aborto nem contracepção, medidas estas que são uma tentativa de imposição ideológica ocidental:

“Se falamos de aborto, eu acho que nenhum país ocidental tem o direito de financiar abortos em um país africano, especialmente quando a maioria das pessoas não quer abortar. Isto é uma forma de colonização ideológica”.

A jornalista da BBC prosseguiu com seu panfletarismo unilateral e impositivo, afirmando que “é um fato” que “centenas de milhões de mulheres não têm acesso à contracepção e deveriam ter“.

E Uju continuou a desmascarar a manipulação subjetiva e o enviesamento ideológico das imposições genéricas de Babita Sharma:

“Você está dizendo ‘deveriam’, mas quem é você para decidir, se você não se importa com o que eu digo? Não existe uma demanda popular. Eu nasci na África, cresci na África e vou lá várias vezes por ano. Você pode falar com qualquer mulher africana. Acho que a contracepção poderia ser a décima coisa que ela gostaria de ter”.

A ativista pró-vida enfatizou ainda que os ideólogos pró-aborto omitem informação crucial quando tentam impor a sua agenda a qualquer custo:

“Durante toda esta conversa sobre a contracepção, a única coisa que eu nunca ouvi falar é sobre seus efeitos colaterais. Ninguém diz isso às mulheres africanas quando promovem a contracepção”.

Uju ainda relatou que já teve de consolar mulheres africanas que haviam usado dispositivos intrauterinos sem terem sido advertidas dos seus efeitos colaterais:

“Essas mulheres estavam chorando. Ninguém nunca tinha contado a elas sobre os efeitos colaterais terríveis dos anticoncepcionais. Mas alguém de uma organização ocidental foi lá, implantou nelas esse dispositivo intrauterino e declarou: ‘É disto que você precisa para sair da pobreza’”.

Não são necessárias muitas elaborações filosóficas para desmascarar a falácia das pseudoargumentações abortistas. Bastam os fatos reais, livres da maquiagem ideológica.

Você pode conferir a entrevista de Uju à BBC neste vídeo (em inglês):

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