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“Coletivos” violentos do governo Maduro: vindo para o Brasil?

venezuela
Juan Barreto / AFP
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Supostos “ex”-membros têm desertado para a Colômbia. Muitos deles revelam: eram financiados pelo regime chavista para “gerar o caos”

A rede televisiva Caracol, da Colômbia, conseguiu entrevistar “motorizados” (motoqueiros) venezuelanos que têm cruzado a fronteira entre os dois países e se dirigido a Cúcuta, no lado colombiano, entre os refugiados humanitários. Trata-se de homens que pertenceram a grupos armados conhecidos como “colectivos chavistas” e que confessaram ter sido recrutados pelo governo de Nicolás Maduro para aterrorizar e assassinar pessoas.

FINANCIADOS PELO REGIME

Os ex-membros dos “colectivos” também revelaram à emissora que recebiam dinheiro do governo chavista para “fazer caos”. Embora esta informação já fosse vastamente conhecida pela população, ainda que obviamente negada pelo governo chavista, o que se desconhecia até então eram os valores pagos a cada vândalo contratado: havia um piso de 5.000 bolívares (equivalentes a 500 dólares na cotação de 2016) e alguns “bônus especiais”.

ARMAMENTO PESADO E DESINFORMAÇÃO ORQUESTRADA

Entre as atividades confiadas aos vândalos estava até mesmo o transporte de granadas e armamento pesado. De acordo com um dos entrevistados, os atos de violência encomendados pelo governo chavista e executados pelos “colectivos” eram sistematicamente atribuídos aos manifestantes de oposição, como parte da estratégia do regime venezuelano para subjugar a população mediante o medo e a desinformação.

ENVOLVIMENTO DE POLÍTICOS CHAVISTAS E NARCOTRAFICANTES

Alguns dos (supostamente) “ex”-motorizados venezuelanos afirmaram à emissora Caracol:

“O próprio governador [do Estado venezuelano de Aragua] nos mandou bloquear estradas e causar desordem. Muitos dos meus companheiros assassinaram várias pessoas. O dono da Goodyear em Aragua foi assassinado no meio desses tumultos”.

Tarek-El-Aissami, vice-presidente da Venezuela, foi governador daquele Estado entre 2012 e 2016. Ele está sendo investigado pelo governo dos Estados Unidos por supostas atividades de narcotráfico desde 2015. Rafael Isea, governador de Aragua no período anterior ao de El-Aissami, denunciou o atual vice-presidente por aceitar pagamentos do chefão narcotraficante Walid Makled para permitir a entrada de carregamentos de droga na Venezuela.

AFP PHOTO / LEO RAMIREZ

TROPA DE CHOQUE DO GOVERNO MADURO

Calcula-se que, só no Estado de Aragua, pelo menos 300 “motorizados” atuavam nos “colectivos chavistas“, treinados por Cuba e pelas Farc para prestar apoio armado ao regime de Nicolás Maduro.

Paramilitares dispostos a tudo, eles formam as forças de choque oficialistas que agridem de políticos opositores a jornalistas e civis, além de assassinarem manifestantes. A maioria dos seus crimes fica impune.

Os “motorizados” que cruzaram a fronteira colombiana e foram entrevistados pela TV Caracol relataram à emissora:

“Eles [os ‘colectivos chavistas’] fazem o trabalho sujo. A polícia evita disparar porque isso teria consequências legais. Os ‘colectivos’ armados têm liberdade para disparar e matar (…) O mal-estar que existe por causa da escassez, da fome e da corrupção, em qualquer país do mundo, faria os cidadãos saírem às ruas para protestar em massa. O regime precisa manter a população controlada. E os ‘colectivos’ ou grupos armados são o instrumento – e muito eficaz, com certeza”.

FOLHA DE PAGAMENTO

E como são feitos os pagamentos? Um dos entrevistados respondeu à Caracol:

“Eles estão na folha das prefeituras chavistas, na folha dos ministérios, dos governos, e o próprio governo os contrata como guarda-costas e funcionários de segurança”.

CRUZANDO FRONTEIRAS

Os “motorizados” que atravessaram para Cúcuta afirmam ter medo de voltar à Venezuela: eles se declaram arrependidos e dizem ser vítimas de ameaças do regime, que os considera desertores.

“A Venezuela não se suporta mais. Os nossos filhos estão morrendo de fome. O que eles [do governo chavista] fazem constantemente é nos ameaçar”.

Cabe perguntar: quantos “ex”-mercenários chavistas estão migrando (ou sendo “exportados”), em meio aos refugiados humanitários, para países vizinhos como a Colômbia e o Brasil?

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