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Pastéis de Belém: um pequeno tesouro da Igreja

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Eles são feitos segundo uma antiga receita do mosteiro dos Jerônimos. Apenas uma confeitaria no mundo os fabrica.

Certa ocasião, um incauto brasileiro de passagem por Lisboa entrou em uma confeitaria e pediu:

– Por favor, um cafezinho e um Pastel de Belém.

– O café, servimos-lhe com muito gosto, mas Pastel de Belém, infelizmente, não temos à disposição de nossos clientes… – respondeu o garçom.

– Como não têm, se os vejo em abundância na vitrine?

– Ah! O senhor deseja um pastel de natas…, pois os Pastéis de Belém, só os conseguirá degustar na confeitaria do mesmo nome.

E realmente é assim!

Uma coisa é provar um pastel de natas em qualquer doceria, outra é saborear os autênticos Pastéis de Belém. E é fácil encontrar sua confeitaria!

Do centro de Lisboa, na região da Baixa ou do Chiado, dirija-se até a zona de Belém. Próximo aos famosos monumentos como a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerônimos e o Palácio de Belém, residência do Presidente da República, situa-se o berço dos famosos pastéis (folheados), a antiga Confeitaria de Belém.

Outrora, funcionava ali uma refinaria de açúcar, de propriedade dos monges do Mosteiro dos Jerônimos. Expulsas do país as ordens religiosas, em 1834, após os movimentos e revoluções liberais do século XIX, de seus fornos começaram a sair, a partir de 1837, estes deliciosos doces, segundo uma antiga receita do mesmo convento.

Torre de Belem.jpg

Naquela época em que tudo dependia da tração animal, não era tão fácil assim chegar a Belém. O caminho era relativamente longo, tendo de ser feito a pé, a cavalo ou de coche. Mas os Pastéis de Belém eram cada vez mais reputados, apreciados e procurados. Entretanto, sua grande popularidade adveio com a chegada do bonde elétrico a Belém, no início do século XX.

Para se ter ideia do prestígio e da fama internacional que em meados do século passado os Pastéis de Belém alcançaram, basta mencionar o seguinte fato: durante a 2ª Guerra Mundial, tendo o governo português expedido ordens de racionamento do açúcar, a Confeitaria de Belém obteve licença para continuar a produzir os referidos doces. Hoje, eles são conhecidos no mundo todo.

Diariamente, saem em média 12.000 pastéis dos fornos da Confeitaria.  O “segredo” de sua manufatura até hoje é conservado com discrição e sigilo. A massa folheada do pastel está sempre soltinha, fresca, úmida, macia, deliciosa. O creme que a completa não é o conhecido zabaione, nem o simples creme de leite… É diferente… E ainda mais polvilhado com canela e açúcar de confeito!

Se de momento não podemos saboreá-los, ao menos, pelas fotos, poderemos contemplá-los… como também observar o pitoresco de todo o ambiente externo e interno dessa Casa de Pastéis, com seus belos azulejos, suas vitrines envernizadas, suas várias salas e salões, onde o freguês, além dos pastéis, pode degustar chás, sucos e outros pratos oferecidos pela confeitaria. (Revista Arautos do Evangelho, Set/2004, n. 33, p. 38-39)

(via Arautos)