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Desafio do desodorante: nova moda assassina da internet mata menina de 7 anos

desafio do desodorante

Facebook - Reprodução

Francisco Vêneto - publicado em 09/02/18

Alerta urgente: modinhas criminosas circulam em vídeos nas redes sociais e podem matar crianças e adolescentes

Uma menina de 7 anos morreu no começo deste mês, em São Bernardo do Campo, São Paulo, após inalar grande quantidade de desodorante aerosol.

A pequena Adrielly Gonçalves estava brincando em casa quando espirrou o spray diretamente na boca e segurou o ar, passando mal no mesmo instante, desmaiando e tendo parada cardíaca na sequência.

Segundo a tia e madrinha dela, Lásara de Oliveira, a menina tinha assistido a um vídeo na internet no qual uma pessoa, estarrecedoramente irresponsável, ensinava o “desafio do desodorante”, a mais recente dentre várias barbaridades que circulam livremente pela internet em forma de vídeo, com alvo principalmente nas crianças.

O que é o desafio do desodorante

O “desafio do desodorante” consiste basicamente em inalar o produto durante o máximo de tempo que a pessoa conseguir suportar – mas há versões diferentes, e também muito perigosas, que envolvem o congelamento de partes do corpo com o uso do spray, causando queimaduras.

desafio do desodorante queimadura
Reprodução

No ano passado, outra série de vídeos criminosos e estúpidos causou tragédias fatais em dezenas de países de vários continentes: o “desafio da baleia azul”, que incentivava (e ensinava) crianças e adolescentes a se suicidarem.

A tragédia de Adrielly e a reação da família

A família da vítima de 7 anos a levou às pressas até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Os médicos tentaram reanimá-la, mas não conseguiram reverter a parada cardíaca.

Adrielly Gonçalves era a menor de cinco irmãos e estava prestes a começar a segunda série do ensino fundamental. Seus quatro irmãos mais velhos têm 23, 17, 13 e 10 anos de idade. Ela, que tinha 7 anos, era a única menina.

Seu corpo foi velado e enterrado no domingo passado.

Agora, os parentes estão se mobilizando nas redes sociais para alertar sobre o perigo desse desafio e de outras ações irresponsáveis que têm sido divulgadas impunemente pela internet.

Conteúdos criminosos ao alcance de crianças inocentes

A campanha da família ressalta a importância de os pais monitorarem os conteúdos que as crianças acessam, principalmente quando elas começam a imitar o que é dito ou feito pelos assim chamados “influenciadores digitais”.

Trata-se de um amplo universo que envolve vídeos, imagens, textos e áudios, compartilhados principalmente no YouTube, no Instagram, no Facebook, no Snapchat e no WhatsApp.

Os conteúdos abordam desde tendências de moda até relações sexuais; desde jogos e games até “brincadeiras” que envolvem bullying e assédio moral; desde supostas “experiências científicas” com materiais perigosos até a doutrinação das crianças mediante ideologias pseudocientíficas e tendenciosas, como a de gênero.

Não poucas vezes, os conteúdos são produzidos com linguagem verbal e visual pensada especificamente para o público infantil, dando a falsa impressão de ser apenas mais “um videozinho inocente para crianças”.

Um dos posts compartilhados pela família de Adrielly afirma:

“Gostaria de alertar aos pais que fiquem de olho nos conteúdos que os filhos pesquisam na internet (…) Peço que rezem, orem pela mãezinha dela, Marcia Gonçalves, pois ela está desolada. Uma tristeza que espero que nenhuma mãe, pai ou familiar venha a passar”.

Mesmo no meio deste sofrimento, a família está se esforçando para impedir que outras crianças sejam vitimadas pela mesma irresponsabilidade criminosa que assassinou a sua pequena.

Oremos por eles, pelo eterno descanso de Adrielly e pela segurança de todas as crianças – e atuemos, pois impedir o mal é nossa obrigação moral.

Tags:
EducaçãoFilhosInternetPaternidade
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