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Tensão máxima após bombardeio de Israel a alvos ‘iranianos’ na Síria

FAYEZ NURELDINE / AFP
TO GO WITH AFP STORY BY IAN TIMBERLAKE
A picture taken on November 16, 2015 shows Saudi pilotes sitting in a F-15 fighter jet at the Khamis Mushayt military airbase, some 880 km from the capital Riyadh, as the Saudi army conducts operations over Yemen. AFP PHOTO / FAYEZ NURELDINE === PHOTO TAKEN DURING A GUIDED MILITARY TOUR === / AFP / FAYEZ NURELDINE
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Israel realizou neste sábado uma série de ataques aéreos na Síria, onde bombardeou alvos militares sírios “e iranianos”, além de ter perdido um avião, criando uma tensão entre os três países que não era vista há anos.

Este é o confronto mais grave entre Israel e Irã desde o início da guerra civil na Síria, em 2011. É a primeira vez que o Exército de Israel reconhece ter atacado alvos iranianos desde o começo do conflito na Síria, onde o Irã, inimigo de Israel, é aliado do regime de Bashar al-Assad.

“Israel quer a paz, mas continuaremos a nos defender com determinação contra qualquer ataque e contra qualquer tentativa por parte do Irã de infiltrar-se militarmente na Síria ou em outra parte”, advertiu o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Os Estados Unidos, por sua vez, expressaram apoio aos ataques israelenses. “Estamos profundamente preocupados com a escalada de violência hoje na fronteira de Israel. Apoiamos com firmeza o direito soberano de Israel a defender-se”, declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, em comunicado.

O texto também adverte para a “ambição do Irã, que coloca em risco toda a região”.

Esta também é a primeira vez em muito tempo, segundo o tenente-coronel Jonathan Conricus, que Israel perde um avião de combate. O El F16 caiu em Israel após ser alvo de disparos da defesa antiaérea síria durante a operação. Não se sabe se ele foi abatido ou se acidentou. Os dois pilotos foram internados, um deles em estado grave.

O regime sírio, permitindo que o Irã atue em seu território, e as autoridades iranianas “estão brincando com fogo”, advertiu Conricus. “Não buscamos uma escalada, mas estamos preparados para diferentes cenários e para fazer pagarem caro” por ações como estas.

– Um drone ‘iraniano’ –

O conflito começou à noite, com a invasão do espaço aéreo israelense por um drone lançado da Síria, que, segundo o Exército de Israel, era iraniano.

Um helicóptero de combate o interceptou e, “em represália”, a aviação atacou elementos do sistema de lançamento de onde decolou o aparelho não tripulado, segundo a mesma fonte. Os aviões israelenses foram alvo, então, de “múltiplos disparos de mísseis antiaéreos”.

Um F16 caiu na região do vale de Jezreel, a leste de Haifa, norte de Israel. Em Damasco, a agência oficial Sana afirmou que os bombardeios israelenses tinham como alvo uma base militar no centro do país, e que a defesa antiaérea síria atingiu “mais de um avião israelense”. Também atacaram alvos ligados a Damasco no sul do país.

Segundo o diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman, os bombardeios israelenses foram dirigidos contra alvos no leste da província de Homs (centro), região onde, segundo ele, atuam forças iranianas e membros do Hezbollah libanês pró-Irã, outro inimigo de Israel.

A aviação israelense lançou uma segunda série de ataques. “Foi de grande envergadura”, contra 12 alvos, entre eles três baterias de defesa antiaérea e quatro alvos do “dispositivo militar iraniano na Síria”, afirmou o Exército.

“É a violação mais flagrante e mais grave da soberania israelense pelo Irã nos últimos anos, por isso a resposta de Israel foi tão dura”, explicou Conricus.

Os aliados do regime sírio – Hezbollah, Irã e Rússia – negaram que um drone iraniano tenha violado o espaço aéreo israelense. “Nenhum drone entrou no espaço aéreo da Palestina ocupada”, afirmou em um comunicado o comando conjunto das operações na Síria, ameaçando Israel com “uma resposta implacável ante qualquer nova agressão”.

Segundo o texto, os ataques israelenses tinham como alvo uma “unidade de drones usados para recolher informações na luta contra as organizações terroristas, em primeiro lugar o Estado Islâmico”.

O Irã acusou neste sábado Israel de mentir, e defendeu o direito sírio “à legítima defesa”, em resposta aos bombardeios lançados por Israel após interceptar o drone supostamente procedente do território sírio.

“As acusações de sobrevoo de um drone iraniano são bastante ridículas”, declarou à AFP o porta-voz da chancelaria iraniana, Bahram Ghasemi. “Para encobrir seus crimes na região, os dirigentes de Israel recorrem a mentiras contra outros países”, acrescentou. “A Síria tem direito à legítima defesa frente a Israel.”

“O Irã não tem presença militar na Síria, e enviou apenas assessores militares àquele país a pedido do governo sírio”, afirmou Ghasemi.

O Hezbollah comemorou a derrubada do avião. “É o começo de uma nova estratégia que encerra a violação do espaço aéreo e território sírio”, afirmou em comunicado.

Já o Líbano denunciou os ataques israelenses e irá enviar uma carta ao Conselho de Segurança da ONU para protestar contra “o uso por Israel do espaço aéreo libanês para realizar seus ataques contra a Síria”.

Desde o começo da guerra na Síria, Israel acompanha de perto a evolução no país vizinho, sem se envolver no conflito, mas atacando posições do regime sírio ou comboios de armas destinadas ao Hezbollah, outro apoio de Assad.

Israel e Síria seguem oficialmente em estado de guerra há décadas. Nos últimos meses, o premier israelense, Benjamin Netanyahu, alertou para a expansão do Irã naquela região e afirmou que Israel não permitiá que a presença iraniana na Síria ameace seus interesses.

(AFP)