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Médicos Sem Fronteiras admite 24 casos de assédio ou abuso sexual em 2017

CAPETOWN
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A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou nesta quarta-feira (14/2) que comprovou a ocorrência de 24 casos de assédio ou abuso sexual em 2017 dentro de sua organização, num momento em que acusações de estupros visando empregados da Oxfam e a ONU abalam a reputação do setor humanitário.
A ONG criada na França, mas que tem 40.000 funcionários permanentes em todo o mundo, indicou em um comunicado que recebeu 146 denúncias ou alertas. Desses, “40 casos foram identificados como casos de abuso ou assédio”, sexual ou não, ao final de investigações internas, e, entre esses 40 casos, 24 foram casos de assédio ou abuso sexual”, segundo a ONG.
Destes 24 casos, 19 pessoas foram demitidas, acrescentou a organização. “Em outros casos, os funcionários foram sancionados por medidas disciplinares ou suspensões”, aponta o comunicado. De acordo com MSF, no entanto, os 24 casos relatados não incluem “casos diretamente geridos por equipes no campo e não relatados à sede” operacional em Paris.
O número real de casos de assédio ou abuso sexual pode, portanto, ser potencialmente maior. “Embora os relatos de abuso estejam crescendo constantemente, MSF está ciente de que os abusos cometidos na instituição são subestimados”, reconhece a associação.
(AFP)