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Totalitarismo abortista: prefeito proíbe vigília de oração pelo fim do aborto

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Em conchavo com organização abortista e em nome de direitos que não existem, ele age como déspota e atropela direitos que existem

Juan Pablo Gallo, do Partido Liberal colombiano e prefeito da cidade de Pereira, a 350 quilômetros a oeste de Bogotá, proibiu no município a vigília da oração e jejum chamada 40 Dias pela Vida. Revelando intolerância, parcialidade e grave enviesamento ideológico, ele argumenta, absurdamente, que a campanha “viola os direitos fundamentais” das mulheres grávidas.

Segundo a plataforma CitizenGO, Gallo enviou uma carta aos organizadores da iniciativa 40 Dias pela Vida “explicando” a proibição: segundo ele, os apoiadores da campanha “violam os direitos fundamentais das mães grávidas impondo seus pontos de vista sobre o aborto”.

A campanha não comete violação alguma, pois se encaixa perfeitamente no direito fundamental à liberdade de consciência e de manifestação. Ao contrário do aborto, que assassina um ser humano indefeso, a campanha 40 Dias pela Vida não obriga ninguém a concordar com ela.

Um abaixo-assinado organizado na plataforma CitizenGo reuniu mais de 7 mil assinaturas em apenas 2 dias para denunciar a ilegal atitude do prefeito: “Proibir manifestação por razões ideológicas é simplesmente totalitário”.

A campanha 40 Dias pela Vida começou nos Estados Unidos em 2004 e, desde então, espalhou-se pela América Latina. Neste ano, de 14 de fevereiro a 25 de março, coincidindo com a Quaresma, está sendo realizada a sexta edição na Colômbia. Durante a campanha, grupos de voluntários se organizam para rezar em frente a clínicas de aborto, além de acompanharem, aconselharem e ajudarem as mulheres que chegam a esses locais pensando em abortar.

Não é a primeira vez que o prefeito de Pereira impõe obstáculos totalitários para a realização desta vigília de oração.

Germán Díaz, responsável pela campanha 40 Dias pela Vida em Pereira, declarou à agência católica ACI:

“No ano passado, em março de 2017, fizemos a campanha. Foi a primeira campanha em Pereira e a realizamos em frente a um lugar onde praticam abortos, chamado ‘Oriéntame’. No 35º dia de oração, o prefeito realizou uma operação de despejo, alegando que estávamos invadindo o espaço público”.

Felizmente, os 5 dias que faltavam puderam ser concluídos graças aos vizinhos que emprestaram o quintal das suas próprias casas.

Na segunda campanha em Pereira, em setembro do ano passado, “fizemos um pedido de autorização para usar o espaço público, (mas) o pedido nos foi negado sistematicamente”, conta Díaz. Neste ano, os trâmites foram novamente realizados na prefeitura, mas a permissão “novamente foi negada. Argumentaram que não podemos usar o espaço público para essas campanhas”.

No entanto, a manifestação pública reforçada por milhares de assinaturas na plataforma CitizenGO teve impacto: Juan Pablo Gallo chamou o responsável pela campanha 40 Dias pela Vida para “ver como poderíamos chegar a um acordo”. A reunião ocorreu neste dia 13 de fevereiro.

Prefeito pró-aborto, abuso de autoridade e interesses particulares

Jesús Magaña, diretor da organização Unidos pela Vida, que organiza anualmente a multitudinária Marcha pela Vida na Colômbia, declarou sem papas na língua ao grupo ACI:

“O prefeito que pertence ao Partido Liberal e os seus funcionários são pró-aborto. Ele procurou, através dos decretos municipais, impedir o direito humano fundamental e também constitucional de liberdade de manifestar-se e expressar-se, com o argumento de que não se pode violar o direito ao aborto para mulheres grávidas. E esse suposto direito não existe. É um conchavo ideológico político e talvez comercial da administração pública de Pereira com os promotores do aborto, especialmente das empresas ‘Oriéntame’ e ‘Profamilia’, que são associadas à Planned Parenthood”.

A Planned Parenthood é a maior multinacional abortista do mundo, acusada nos Estados Unidos de traficar órgãos e tecidos de bebês abortados em suas instalações. O presidente Donald Trump cortou neste ano os polpudos financiamentos federais que, durante o governo de Barack Obama, eram destinados a essa organização.

Jesús Magaña enfatizou que “já está sendo realizado um grande protesto cidadão através da plataforma CitizenGO”, além de “ações legais por parte dos líderes pró-vida na Colômbia”.

A manipulação de fatos, estatísticas e conceitos é típica do discurso abortista, conforme se constata em casos descarados como este, ocorrido no Brasil sob os pouco surpreendentes auspícios da Rede Globo.

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Com informações de ACI Digital