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Pela 1ª vez na história, hoje é dia dos Santos Pastorinhos de Fátima!

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Os irmãozinhos Francisco e Jacinta Marto foram canonizados no ano passado, durante o 1º Centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima

Francisco e Jacinta eram os mais novos dos sete filhos de Manuel Pedro Marto e Olímpia de Jesus, naturais de Aljustrel, na paróquia de Fátima, pertencente à diocese portuguesa de Leiria-Fátima.

Nascimento e educação

Francisco nasceu em 11 de junho de 1908 e foi batizado no dia 20 do mesmo mês. Jacinta nasceu em 5 de março de 1910, batizada no dia 19 daquele mês. Ambos foram batizados na igreja paroquial de Fátima.

As crianças foram educadas num ambiente familiar singelo, mas profundamente cristão. Suas referências principais eram os pais, testemunhas de fé em Deus, de respeito ao próximo e de caridade com os necessitados.

As visitas do Céu

Francisco tinha 8 anos e Jacinta apenas 6 quando começaram a pastorear o rebanho da família e a passar grande parte dos dias acompanhando as ovelhas, junto com a prima Lúcia, um pouco mais velha que Francisco.

Na primavera, no verão e no outono de 1916, ele viram as primeiras aparições do Anjo da Paz.

E foi de maio a outubro de 1917 que eles foram visitados todo mês pela Santíssima Virgem Maria, a Senhora do Rosário. As aparições ocorreram sempre no dia 13 de cada mês – exceto em agosto, quando foi no dia 19 porque, no dia 13, as pobres crianças tinham sido impedidas pelas autoridades municipais de irem até o local das aparições: o administrador de Ourém tinha mandado nada menos que prendê-las, além de lhes fazer covardes e irresponsáveis ameaças. Saiba mais sobre este episódio acessando o artigo que recomendamos ao final deste texto.

Na primeira visita de Nossa Senhora, em 13 de maio de 1917, a Santíssima Virgem de Fátima lhes fez um convite:

“Quereis oferecer-vos a Deus?”.

Lúcia, Francisco e Jacinta responderam:

“Sim, queremos”.

A partir de então, os três pastorinhos viveram fielmente entregues a Deus.

Francisco

O menino tinha uma fascinante e comovente serenidade. A partir das aparições do Anjo e de Nossa Senhora, a sua vida se caracterizou pela adoração e pela contemplação: Francisco se refugiava com grande frequência para rezar em lugares isolados ou na igreja paroquial, onde passava longas horas em silêncio junto ao sacrário para acompanhar o “Jesus escondido”. O menino queria consolar a Deus, entristecido pelos pecados do mundo.

O mais contemplativo dos três pequenos videntes, Francisco orava “escutando o silêncio em que Deus fala” e se deixando habitar por Ele:

“Eu sentia que Deus estava em mim, mas não sabia como era!”

Em outubro de 1918, a epidemia broncopneumônica o atingiu. Em 2 de abril de 1919, o pequeno se confessou e, no dia seguinte, recebeu o viático. Eram cerca de 10 horas da noite do dia 4 de abril de 1919 quando, serenamente, em casa, rodeado pelos familiares, Francisco partiu desta vida para a Casa do Pai. Faltavam-lhe pouco mais de 2 meses para completar 11 anos de idade.

Em 5 de abril, seu corpo foi sepultado no cemitério de Fátima. Em 13 de março de 1952, seus restos mortais foram transferidos para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima.

Jacinta

De jeito carinhoso e expansivo, a caçula dos pastorinhos ficou muito comovida com as aparições do Anjo e da Mãe de Deus e profundamente impressionada com o sofrimento dos “pobres pecadores” e do Santo Padre.

A experiência desses encontros a levou a viver oferecendo orações e sacrifícios pelo bem de todos e querendo compartilhar com todos o amor ardente que sentia pelos Corações de Jesus e de Maria. Dividia a merenda com crianças mais pobres e fazia jejum em reparação pelos pecados do mundo contra Deus.

Tinha intensa compaixão por quem sofria e por quem vivia longe de Deus. Oferecia cada pequeno gesto do seu dia a Ele, principalmente os sofrimentos físicos, que dedicava à conversão dos pecadores e à missão do Santo Padre.

Foi afetada pela epidemia broncopneumônica no final de 1918. Em janeiro de 1920, precisou ser levada ao Hospital D. Estefânia, em Lisboa, onde, na noite de 20 de fevereiro, às 22h30, morreu sozinha. Tinha 9 anos de idade: faltavam duas semanas para completar os 10.

Jacinta foi sepultada no cemitério de Ourém em 24 de fevereiro. Seus restos mortais foram transferidos em 12 de setembro de 1935 para o cemitério de Fátima e, em 1º de maio de 1951, para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima.

Beatos e santos

São Francisco Marto e Santa Jacinta Marto foram beatificados por São João Paulo II, em Fátima, em 13 de maio de 2000.

O Papa Francisco os canonizou em 13 de maio de 2017, durante a sua peregrinação ao Santuário de Fátima por ocasião do primeiro Centenário das Aparições da Senhora do Rosário.

Contemplação e compaixão

A espiritualidade dos dois irmãozinhos santos tem traços inseparavelmente contemplativos e compassivos, que os tornam espelhos da luz de Deus na prática das boas obras.

Oração

Deus de infinita bondade,

que amais a inocência e exaltais os humildes,

concedei que,

à imitação dos bem-aventurados Francisco e Jacinta,

Vos sirvamos em pureza de coração

para podermos entrar no Reino dos Céus.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo,

vosso Filho,

que é Deus convosco

na unidade do Espírito Santo.

Amém.

VEJA TAMBÉM:

O dia em que Nossa Senhora não apareceu em Fátima… porque os pastorinhos tinham sido presos!